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Cerimônia do adeus

Por Dora Kramer

Na quinta-feira, quando deixou de ir ao Senado para não ser obrigado a ouvir de novo as cobranças da véspera para que se afastasse da presidência da Casa, o senador José Sarney não perdeu apenas a apresentação do colega Pedro Simon outra vez no papel de conselheiro das causas perdidas.

Perdeu a última chance de simular controle da situação e, assim, cumpriu mais um ato do ritual da cerimônia de adeus iniciada por ele quando entregou ao primeiro-secretário, Heráclito Fortes, a prerrogativa de comandar o conserto dos estragos que há cinco meses se acumulam na forma de escândalos no Senado.

Ao tentar “amarrar” o apoio da segunda maior bancada da Casa, transferindo poder ao DEM, José Sarney já revelara o tamanho da sua fragilidade política. Sem a unanimidade no PMDB, tendo contra si o PT, enfrentando o confronto explícito do líder do PSDB, alvo de uma denúncia atrás da outra de favorecimentos pessoais, impossibilitado de jogar ao mar com o vigor exigido o principal acusado e acuado por uma pressão que nem um advogado de defesa do jaez do presidente Luiz Inácio da Silva conseguiu aliviar, Sarney apoiava-se numa escora totalmente instável.

Quando atendia pelo nome de PFL, o DEM foi seu fiel companheiro de Aliança Democrática, compartilhou com ele o governo da Nova República, serviu de legenda à filha Roseana e a inúmeros aliados, agora recentemente deu-lhe votos para se eleger presidente do Senado, mas, no que concerne ao presente e, sobretudo ao futuro, o DEM tem outros planos.

A perspectiva de poder do partido está ligada aos projetos eleitorais do governador de São Paulo, José Serra, a quem Sarney reputa a condição de inimigo porque atribui a ele o desmonte da candidatura presidencial de Roseana, em 2002. Na frieza dos negócios da política, entre um que pode vir a ser e outro que deixa de ser, não há dúvida que se imponha e, portanto, nem decisão a ser tomada.

Muito provavelmente, o senador José Sarney também falava a respeito disso na nota oficial que divulgou naquela quinta-feira imputando suas agruras ao fato de ser um aliado do presidente Lula. Entregou ali todos os pontos. Admitiu ter percebido o crescente isolamento.

Confessava-se desprovido de argumentos para responder às acusações que o envolviam diretamente. Até porque o que pesa contra o presidente do Senado no momento não são denúncias de crimes dos quais possa se defender com documentos.

São velhos vícios, cuja prática dispensa comprovação e fala por si. Não há como Sarney negar os empregos dos parentes, a existência da troca de favores, a cessão de benefícios a afilhados, a proteção de agregados, a inadequação de atitudes, o uso particular do bem público por entendimento equivocado do que seja permitido ao ocupante de um alto cargo na República.

Quanto tempo José Sarney ainda ficará formalmente na presidência do Senado não se sabe. Podem ser dias, semanas ou meses. Já não importa. Na prática, ele já abandonou o comando da Casa. E deixou isso muito claro na semana passada, quando informou que não estava ali para organizar-lhe as despensas, muito menos para remover-lhe os entulhos das lixeiras.

Aviso antecipado

O DEM e o PSDB só oficializam na semana que vem, mas já pediram formalmente o afastamento de José Sarney da presidência. Na sessão de quinta-feira à tarde, o senador Demóstenes Torres informou ter “acabado” de receber do líder Agripino Maia autorização para divulgar a decisão e, em seguida, Marisa Serrano, falando em nome da liderança do PSDB, disse que os tucanos também seguem esse rumo.

Restará ao lado de Sarney a mesma base de sustentação que em 2007 ficou de braço dado com Renan Calheiros: a tropa de choque, a tropa do cheque e a bancada do PT carregando o andor da sua explícita e constrangida dubiedade.

Sexto sentido

José Eduardo Dutra, tudo indica, será o novo presidente do PT. Logo após a eleição de Lula à Presidência da República ele era cotado para o cargo, mas não quis nem pensar na hipótese. “Se o PT já é difícil de administrar no Acre, no Brasil é impossível”, avaliava, na primeira reunião do partido pós-vitória, no Hotel Hilton, em São Paulo.

Dutra pressentia confusão de natureza política, mas se livrou de uma situação muito pior. Ficou com a presidência da Petrobras, José Genoíno foi para o comando do partido e, por isso, acabou entre os réus do processo do mensalão por ter assinado os empréstimos bancários fraudulentos intermediados pelo lobista Marcos Valério.

Ex-senador, ex-presidente do PT no Acre, José Eduardo Dutra, apesar de ter atirado no que viu e acertado no que não viu há seis anos, terá ainda razão se continuar apreensivo. O partido que não quis comandar era muito menos problemático que o PT que está prestes a presidir.

A guerreira vai (custar) voltar!

A mídia sarneisista, das mentiras absolutas e verdades relativas, já nem deixa brechas para ser desmentida. Ultimamente ela própria parece fazer questão de mostrar-se contraditória. Há pouco dava como certa a antecipação do retorno da patroa ao governo do tapetão por conta da sua “surpreendente” recuperação da cirurgia a que se submeteu. Agora informa que a biônica “aproveitando as férias parlamentares” resolveu prorrogar sua licença até agosto. Só não explica o que a governadora tem a ver com férias parlamentares. Mas a grande verdade é que para a quase totalidade da população ela não faz a menor falta. Aliás, o povo disse isso da forma mais explícita e contundente que poderia, em 2006, e ela completamente cega pela vaidade, traço mais marcante da sua personalidade, fez questão de ignorar. Sabe, contudo, que a forte turbulência que abala o Senado da República e que dentre tantas imoralidades expostas deixou mais uma vez em farrapos o seu falso manto de virgem imaculada, só fez minguar ainda mais suas chances de vir a ser uma governadora de verdade. Seu discurso de falsa moralista despedaçou-se mais uma vez diante da descoberta de que costuma pagar até mesmo os empregados da sua cozinha com o suado dinheiro do povo. Além do mais, se alguma coisa mudou no Maranhão após a posse de Roseana, foi para pior. As estradas estão todas liquidadas, a violência atinge níveis insuportáveis e pacientes com câncer estão prestes a morrer porque a secretaria de Saúde suspendeu a distribuição dos medicamentos excepcionais regularmente fornecidos durante todo o governo José Reinaldo e de Jackson Lago. Por tudo isto, o melhor que faz mesmo a impostora é prorrogar ao máximo a sua volta, até mesmo em benefício da sua precária saúde.

J. Canavieira

Sarney emprega "fantasma" ligada a Renan

FÁBIO ZANINI
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), emprega na sua assessoria uma funcionária fantasma da instituição, protegida do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), casada com um suposto "laranja" dele, que é suspeito de integrar um esquema irregular do alagoano.

Vânia Lins Uchôa Lopes foi contratada como assessora técnica da presidência do Senado em 8 de abril de 2005, quando Renan ocupava o cargo que hoje é de Sarney. Ela recebe sem dar expediente no local. Vânia é mulher de Tito Uchôa, primo de Renan. Em 2007, Tito foi apontado como comprador de emissoras de rádio em Alagoas em nome de Renan, que seria o verdadeiro proprietário.

Na mesma época, a agência pertencente ao casal, a Costa Dourada Veículos Ltda., foi investigada pela Polícia Federal por ter emprestado a ele R$ 178 mil não declarados ao fisco.
Tanto o empréstimo como o caso das rádios embasaram processos contra Renan que quase lhe custaram o mandato --e o levaram a renunciar à presidência do Senado em 2007.

Ninguém conhece Vânia na presidência do Senado: ela fica em Maceió e nunca vai a Brasília, segundo informação dada por uma empregada em sua casa na capital alagoana.

Assessores do senador José Sarney, informalmente, admitiram à Folha que ela não trabalha onde está lotada.

No Senado, Renan mantém pelo menos mais um aliado que recebe sem trabalhar pela Casa, além de outros personagens dos escândalos que há dois anos ameaçaram seu mandato.

Outro fantasma

Lotado como motorista em seu gabinete pessoal desde julho de 2003, Geraldo Anizio de Amorim dá expediente em Murici (AL), berço político da família Calheiros. Ele é o chefe de gabinete de Renan Calheiros Filho, prefeito da cidade. Conhecido como Geraldão, coordenou a vitoriosa campanha à reeleição do filho do senador no ano passado.

Em outubro do ano passado, foi nomeado no gabinete do senador o assessor Carlos Ricardo Nascimento Santa Ritta. Secretário-geral do PMDB, estava de fato retornando a um posto que deixara meses antes para disputar a Prefeitura de Jequié da Praia (AL) --foi derrotado.
Ao lado de Tito Uchôa, Santa Ritta também foi apontado como dirigente de emissoras de rádio --avaliadas em R$ 2,5 milhões-- que seriam do senador.

O senador sempre negou a propriedade das rádios. A compra, em dinheiro vivo, foi investigada por uma comissão do Senado. Foi uma das bases para um dos processos de cassação de Renan, que não prosperou.

Também dá expediente no gabinete de Renan o assessor parlamentar Everaldo França Ferro, que teria sido um dos emissários do dinheiro para a compra das rádios.

Seu nome foi associado a outro escândalo, o da construtora Gautama, também em 2007. Ele foi flagrado pela Polícia Federal em conversas com o empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, que foi acusado de chefiar quadrilha que fraudava licitações.

A chamada "República de Murici" tem mais duas assessoras empregadas em cargos comissionados do Senado.

Vice-prefeita da cidade até dezembro do ano passado, Rita de Cassia Lins Tenorio foi premiada por Renan pai com um cargo de secretária parlamentar em janeiro, após ter sido alijada da chapa de Calheiros Filho que concorreu à reeleição.

Outra aliada, Marlene Galdino dos Santos e Santos, acumulou por dois meses no final do ano passado o cargo de presidente da Câmara Municipal de Murici com um cargo de assistente parlamentar. Ex-vereadora desde janeiro, ela mantém a vaga no Senado.

Outro lado

A assessoria de José Sarney (PMDB-AP) admitiu que há casos de assessores "pendurados" na presidência do Senado, que recebem sem trabalhar.

Nenhum nome foi citado, sob a alegação de que Sarney determinou uma varredura nos casos quando assumiu a presidência. Em razão da série de escândalos, ele não teria tido acesso ainda aos dados.

Sarney afirmou também que seu chefe de gabinete está "redesenhando" a estrutura de assessores, que sofrerá processo de "enxugamento e racionalização" -o que está sendo discutido com a Fundação Getulio Vargas.

Assessores de Sarney dizem que não se sabia que Vânia Lins Uchôa Lopes era contratada do gabinete da presidência até a divulgação de seu nome pelo novo Portal da Transparência da Casa.

Vânia foi procurada em sua casa, em Maceió, mas a informação era que estava viajando. Renan Calheiros (PMDB-AL) não respondeu ao recado deixado pela reportagem. Seu filho, o prefeito de Murici, Renan Calheiros Filho, bem como o assessor Geraldo Anizio de Amorim, não foram localizados.

Sem licitação, Caema contrata advogados do Piauí por R$ 1,5 mihão

Para a Caema, os advogados que atuam no Maranhão não possuem competência para atuar na Companhia.

Pelo menos é que se conclui com a dispensa de licitação promovida para contratar, pelo período de um ano, por R$  1.560.000,00, a Rego Lobão Advocacia, cujo mo titular é Arão Martins do Rego Lobão, empresa com sede em Teresina, no Piauí.

Segundo o contrato publicado no Diário Oficial, o objetivo é a contratação direta de advogados para prestarem assessoria de serviços técnicos especializados.

O contrato não diz que tipo de especialização essa empresa possui para que se promovesse a dispensa.

E isso, sem contar que a Caema possui um departamento jurídico. O contrato, aliás, é assinado por Catarina Boucinhas Leal, membro dessa assessoria.

Sem demérito aos profissionais do nosso vizinho estado, mas que tipo de especialização é essa, que só há no Piauí e não há no Maranhão ?

Sei que o Piauí é a terra dos senadores Heráclito Fortes e Mão Santa, e do conselheiro federal da OAB, e advogado da coligação de Roseana Sarney no processo que resultou na cassação de Jackson Lago, Marcos Vinicius, dentre outros especialistas.

Ah, e antes que me perguntem, eu não sei se o Lobão piauiense da empresa contratada é parente do nosso. 

Do Blog de Raimundo Garrone

Sarney diz que fica e esboça estratégia da resistência

Fixou como prioridade evitar que o DEM abandone o barco

Mandou levantar dados sobre negócios do neto no Senado

 

  José Cruz/ABr
Menos de cinco meses depois de ter sido eleito para a sua terceira presidência no Senado, José Sarney respira uma atmosfera de fim de gestão.

 

Instado a abandonar a cadeira –por renúncia ou por licença— Sarney dá de ombros: “Não vou sair. Não há razão para isso”, diz, em privado.

 

Antevê para os próximos dias um agravamento do mau tempo. Para atravessar a borrasca, cuidou, nesta sexta (26), de vistoriar a armada.

 

Reuniu-se com os dois líderes que lhe são mais fiéis: Renan Calheiros, do seu PMDB; e Gim Argelo, do PTB.

 

Por decisão de Sarney, a conversa ocorreu na sala da presidência do Senado.

 

Na véspera, acuado pela descoberta de que o neto José Adriano Cordeiro Sarney agencia empréstimos a servidores do Senado, Sarney trancara-se em casa.

 

Fugira do assédio dos repórteres e do burburinho do plenário. Não queria que um segundo dia de ausência consolidasse a idéia de que é pautado pelo medo.

 

A portas fechadas, Sarney, Renan e Argelo passaram a conjuntura em revista. Concluíram que o noticiário sobre o neto produzira uma trinca no casco.

 

Alarmaram-se com o movimento ensaiado por um protoaliado. A marujada do DEM –14 senadores— caminha na direção do bote salva-vidas.

 

Decidiram tentar demover os ‘demos’ da idéia de abandonar o navio. O próprio Sarney tocou o telefone para José Agripino Maia.

 

Acalçou-o pelo celular, no interior do Rio Grande do Norte. Explicou-lhe as razões que o levaram a soltar a nota da véspera.

 

Um texto em que se apresentara como vítima de uma “campanha midiática”, por conta do “apoio” que dá a Lula e ao governo dele.

 

Agripino disse a Sarney que, para o DEM, é essencial que ele explique, de modo “convincente”, os negócios do neto José Adriano.

 

Como a conversa pareceu malparada, Sarney pediu a Renan que ligasse, também ele, para Agripino.

 

No diálogo com Renan, o líder ‘demo’ soou mais específico. Disse que o neto de Sarney fora pendurado nas manchetes em posição constrangedora.

 

Afirmou que o DEM defendera o afastamento do ex-diretor João Zoghbi logo que se descobrira que ele fizera negócios nas franjas da folha de pagamento do Senado.

 

Comparou a ação do neto de Sarney à do filho de Zoghbi, que, associado a uma baba-laranja, agenciara empréstimos consignados no Senado. Agripino deixou claro a Renan que, sem um lote de explicações que lhe ofereçam “conforto”, o DEM pode, sim, tomar distância de Sarney.

 

Mais tarde, ao trocar idéias com um amigo, Agripino explicaria: “Não faremos força para derrubar Sarney, mas, se não der, também não vamos ajudar a sustentá-lo”. Diante do cheiro de queimado, Sarney mandou levantar informações sobre os negócios da Sarcris, a empresa do neto.

 

A firma começou a operar em 2007. Firmou contrato com seis casas bancárias. Quatro permanecem em vigor. O DEM reunirá sua bancada na próxima terça (30). Traz os olhos grudados no noticiário. E aguarda pelas explicações “convincentes” de Sarney.

 

Desde fevereiro, mês em que prevaleceu sobre Tião Viana (PT-AC) de maneira triunfal, Sarney convive com uma ilusão.

 

Desceu das nuvens da vitória para o chão escorregadio do dia-a-dia administrativo, embalado pela quimera de que preside o Senado.

 

Em verdade, é presidido pelas circunstâncias. É governado pela crise. E reage a ela como se estivesse acomeido por um surto de amnésia. Não assume responsabilidades pelos desmandos de Agaciel Maia, personagem que nomeara 14 anos atrás.

 

Diz que não sabia que uma penca de Sarneys havia sido pendurada na folha do Senado. Não enxerga o conflito de interesses embutido na ação do neto-empresário.

 

Para complicar, Sarney enfrenta o contraponto da Câmara. Michel Temer, seu colega de partido, soube dar respostas ao pedaço de crise que lhe coube administrar.

 

Sarney tem conversado amiúde com o presidente da Câmara. Solidário, Temer sugeriu-lhe que adotasse a sua tese em relação às medidas provisórias.

 

Antes, entedia-se que uma MP prevalecia sobre qualquer projeto. Sob Temer, os deputados abriram brechas para emendas constitucionais e leis complementares.

 

Com isso, a Câmara votou 43 projetos em maio e 50 em junho. “Há uma animação entre os deputados”, festejava Temer na noite da última quinta (25).

 

Em privado, Temer estimula Sarney a romper o dique das medidas provisórias. Mas, no Senado, a crise engolfa a pauta de votações.

 

Sarney tornou-se prisioneiro de um paradoxo. Promete a modernidade sem chutar o atraso. Abraçado ao velho, prega um Senado novo, reformado e enxuto.

 

Amigo de Sarney, o tucano Tasso Jereissati (CE) identifica na companhia de Renan Calheiros um dos mais vistosos dramas do presidente do Senado.

 

Acha que o arcaísmo representado pelos métodos de Renan conspurca a idéia de que Sarney possa impor ao Senado um novo padrão estético. O diabo é que, para sobreviver, Sarney depende de Renan. Agora mais do que nunca.

Blog do Josias de Souza

Escuta Essa! – Agente investiga atos secretos e uma traição

Blog do Tas: O Maranhão tem dono?

A sociedade maranhanse começa se movimentar nesse final de semana. Quer mostrar que o estado do Maranhão tem dono e este não é a família Sarney, como provoca o blog "A Velha Debaixo da Cama".

 

Circula na internet convocação para passeata, hoje, sexta, com concentração as 15h em frente o Liceu Maranhense. O texto diz o seguinte: 

 

Nesta Sexta-feira (26 de Junho):


GRANDE PASSEATA PELA MORALIZAÇÃO DO SENADO

PELA RENÚNCIA DE SARNEY, JÁ!


Concentração a partir das 15 hs na porta do colégio Liceu Maranhense!!!

Venha a caráter, com roupas, indumentárias
e instrumentos juninos (de preferência).

Participe!!!

DIVULGUE, MOBILIZA-SE!!!

 

 

O Liceu fica na Praça Deodoro, centro de São Luis, que é cercado, vejam vocês, pela avenida José Sarney, como você pode ver aí no Google Maps. Será que vai rolar mesmo?

 

Charge do Jornal Pequeno - 26.06.09

SITE FORA SARNEY!

Sarney, o Brasil não precisa de você

Participe envie agora o seu FORA SARNEY!

http://www.forasarney.com.br

Blog de São Paulo pede: FORA SARNEY!

Oi Pessoal,
Achei o site de vcs por acaso e descobri mais adeptos à minha causa. Estamos juntando nomes para um abaixo assinado pedindo a saida do Sarney do Senado. Por favor, divulguem esse site na Usurpadora.
Obrigado

Alessandro Quadros

www.forasarney.blogspot.com

 

Simon pede saída de Sarney e diz que situação do presidente do Senado é insustentável

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

 
 O senador Pedro Simon (PMDB-RS) subiu à tribuna do Senado nesta quinta-feira para defender o afastamento do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Simon se disse deprimido com as sucessivas denúncias que envolvem a instituição e afirmou que a situação de Sarney é insustentável.
 

"Faço um apelo para fazermos um movimento de endeusamento do Sarney, desde que fora da presidência. Se ele renunciar, isto termina hoje. Isso só para se der ao Sarney o direito que ele tem de respirar tranquilo", disse Simon.

 

Segundo Simon, a saída temporária de Sarney será importante para evitar que coloquem em dúvida as investigações das denúncias realizadas pela Casa. Para o peemedebista, o afastamento não representará reconhecimento de culpa.

 

"Digo aqui com profundo sentimento de mágoa que o presidente Sarney tem que se afastar da presidência. Lá no começo eu disse isso e hoje repito. Deve se afastar desse processo, para o bem dele, de sua família, de sua história e desse Senado. Não significará auto-culpa nem aceitar que é responsável. Será um ato de grandeza, um ato importante de quem para fazer isso por tranquilidade. É preciso que ele se afaste e nós vamos partir para decidir. Temos que ter coragem", disse.

 

Simon questionou o fato de o presidente da Casa não se manifestar sobre as denúncias. "Ele não sabia que existia ato secreto? Não sabia que tinha banco em empréstimo consignado? Não sabia que tem mais de 300 servidores ganhando o dobro? Não sabia... O que o senhor [Sarney] está fazendo lá? Ninguém acredita em nós, não acredita em coisa nenhuma", disse.
O peemedebista lembrou que foi Sarney quem escolheu o ex-diretor-geral Agaciel Maia, apontado como o principal articulador das irregularidades do Senado. "Não é importante ter na presidência do Senado uma pessoa que não tenha nada a ver com essas coisas que aconteceram nos últimos anos do Senado?", questionou.

 

Simon citou as suspeitas de favorecimento do neto de Sarney que operava empréstimos consignados para servidores do Senado, além dos outros parentes que teriam sido empregados na Casa. "A biografia do rapaz é espetacular, mas se formos apurar a denúncia não é bom que o avô dele esteja na presidência, não é interessante pra ele. Não é ele que vai analisar se o neto dele está certo ou errado, não é ele que vai analisar se o diretor que ele manteve no poder por 14 anos, que ele criou e manteve por 14 anos está ou não certo", disse.

Prova de que Rosengana é uma "guerreira"

A Folha de S. Paulo revelou que em 1986 Roseana Sarney, filha do então presidente da República José Sarney, fora nomeada um ano antes junto com parentes de outros 25 senadores em uma decisão mantida em segredo, isso mostra que realmente desde quando a guerreira tinha seus 20 poucos anos já tinha sua boquinha pelo Senado. Na realidade essa que se diz "guerreira", se quer andou de ônibus ou tem carteira de trabalho assinada, ela que sempre foi beneficiada pela malversação de seu pai e pelo dinheiro do contribuinte, subiu na vida através de chantagem e escambos políticos.
Roseana se diz uma guerreira porque fez 21 operações?

Veja a matéria abaixo da revista Veja de 1986.

Imagem do Blog O Hermenauta

Senadores querem afastamento de José Sarney após novas denúncias

A denúncia de que um neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), intermediava empréstimos consignados entre instituições bancárias e servidores da Casa fez ganhar força entre os parlamentares o pedido de afastamento temporário do peemedebista. Senadores prometem voltar a pedir publicamente nesta quinta-feira que Sarney deixe o cargo até a conclusão das investigações sobre a edição de atos secretos e desvios de recursos na instituição.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) promete subir hoje à tribuna do Senado novamente para recomendar que Sarney deixe a presidência. O peemedebista já disse que o colega deve deixar o cargo temporariamente, mas teme que o agravamento das denúncias aumente o desgaste sobre a instituição.

Simon disse à Folha Online que as denúncias contra Sarney têm causado prejuízos à imagem da instituição. "Ele tem que sair, ele está esgotando toda a nossa paciência. É preciso que ele se afaste porque, senão, cada dia é um problema novo não só para ele, mas para toda a Casa. O Senado não suporta mais esse denuncismo", afirmou.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que Sarney tem que se afastar para evitar que influencie nas investigações da Casa. "A situação do presidente Sarney é cada vez mais delicada, por isso mantenho o meu posicionamento de que ele deveria se licenciar. Não podemos julgá-lo pelo que dizem os jornais, mas também não podemos permitir que ele presida seu próprio julgamento. O ideal é que ele se afaste até que não existam mais dúvidas sobre as denúncias", afirmou.

O PSOL articula ingressar nesta quinta-feira com representação contra Sarney por quebra de decoro parlamentar na Mesa Diretora do Senado. O partido quer que o presidente da Casa responda pelas denúncias de suposto conhecimento da edição de atos secretos no Senado. (Da Folha Online)

Funcionária de Sarney mora em prédio restrito a senador

da Folha Online

 

Nomeada por ato secreto, uma funcionária do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mora há quatro anos num imóvel localizado no térreo de um dos prédios exclusivos para senadores, informa reportagem de Andreza Matais e Adriano Ceolin, publicada nesta quinta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Segundo a reportagem, Valéria Freire dos Santos é viúva de um ex-motorista de Sarney e desde que mudou para o local ganhou um emprego no Senado.

A Folha informa que o primeiro emprego de Valéria no Senado foi na direção geral. Em novembro do ano passado, ela foi transferida para o gabinete pessoal de Sarney por um ato que só veio a ser divulgado em abril deste ano. Para servir café em expediente de meio período, recebe salário de R$ 2.313,30 por mês.

Com a anuência de Sarney, Valéria foi autorizada a morar no apartamento por um prazo de 90 dias, a partir de janeiro de 2005. Mas está lá até hoje. O senador disse que não irá comentar o assunto.

O MUNDO POLÍTICO DE DÉCIO SÁ

O blogueiro Decio Sá do Imirante, está cada vez se afirmando em deturpar fatos.

Não bastasse a blindagem que fazem para o governo biônico, encobrindo a falta de transparência, os nepotismos, e desentendimentos grotescos entre os membros do clã Sarney, agora vem falar que “o mundo político se surpreendeu”, pela passagem do comando do governo do Estado ao presidente da Assembléia Legislativa Marcelo Tavares. Surpreendeu por quê?

Nada mais normal, sendo João Aberto vice-governador, e tendo que se ausentar. A tentativa de dar ênfase ao gesto “bondoso” do vice Carcará, pareceu mesmo foi que a trupe sarneysista (que brigaram tanto pelo governo, ao ponto de cassar o governador Jackson Lago) quis criar um fato novo, para tirar os olhos dos bigodudos escândalos no senado federal, em Brasília.

Outra coisa, Décio Sá elogiou o sobrinho, mas atacou o tio Zé Reinaldo. Deve ter esquecido o episódio que o então governador Zé Reinaldo tendo que se ausentar, passou o governo para o vice Jura Filho, que na primeira oportunidade (obedecendo ordens superiores) se comportou como um irresponsável (veja aqui), mas o Décio não poderia achar, que o Marcelo Tavares se comportaria dessa forma, não é mesmo Décio?
Ou será que por isso, ele diz que “o mundo político se surpreendeu”?

Neto de Sarney opera no Senado ‘crédito consignado’

  Folha
Desde que assumiu a presidência do Senado, em fevereiro, José Sarney já teve de se explicar da tribuna três vezes.

 

Talvez tenha de pronunciar um quarto discurso.

 

Os repórteres Rodrigo Rangel e Rosa Costa levaram às páginas do Estadão, nesta quinta (25), mais uma notícia incômoda.

 

Informam que José Adriano Cordeiro Sarney, neto do morubixaba do PMDB, opera no rendoso mercado dos empréstimos consignados do Senado.

 

Ele é sócio da Sarcris Consultoria, Serviços e Participações Ltda.

 

Obteve autorização de seis casas bancárias para intermediar empréstimos aos servidores do Senado.

 

Ouvido pelos repórteres, o neto de Sarney disse que seu “carro-chefe” é o contrato que mantém com o HSBC.

 

Inquirido sobre o faturamento de sua empresa, o jovem empresário disse: "Menos de R$ 5 milhões".

 

O rendoso negócio dos empréstimos consignados do Senado encontra-se sob investigação do Ministério Público e da Polícia Federal.

 

O inquérito foi aberto depois que se descobriu um esquema encabeçado pelo ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi.

 

Responsável pela folha salarial do Senado, Zoghbi convertera uma babá octogenária em sua “laranja”.

 

Ela virou sócia de empresas que intermediaram o ingresso de bancos ao milionário filão dos empréstimos a servidores do Senado.

 

Filho mais velho do deputado federal Zequinha Sarney (PV-MA, na foto ao lado), José Adriano dissocia os seus negócios do prestígio do avô:

 

"Não estou ganhando dinheiro porque sou neto de Sarney", diz ele. Sua empresa, a Sacris, começou a operar em fevereiro de 2007.

 

Com pouco mais de dois anos de existência, já exibe faturamento anual próximo dos R$ 5 milhões. Nada mal.

 

Imagine se o sobrenome tivesse algum peso. Aí mesmo é que o neto se tornaria um portento capaz de encher de orgulho qualquer avô.

Escrito por Josias de Souza às 06h50

“PELA ÉTICA NO SENADO, SAI SARNEY”: PASSEATA EM SL PEDIRÁ RENÚNCIA DE JOSÉ SARNEY DA PRESIDÊNCIA DO SENADO

Nesta sexta-feira (26/6), acontecerá a primeira manifestação de rua pelo FORA SARNEY.

Será realizado, nesta sexta-feira (26) em São Luís, uma passeata de protesto exigindo a renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Organizada por diversos movimentos sociais e de juventude, a manifestação visa, nas ruas, forçar o afastamento de Sarney depois dos vários escândalos que envolveram seu nome com a nomeação de parentes através de atos secretos.

“PELA ÉTICA NO SENADO, SAI SARNEY” é o mote do Movimento Todos contra Sarney, que reunirá organizações juvenis de base da igreja católica, de partidos políticos, movimentos culturais, redes de jovens, etc. Segundo a direção organizadora, toda sociedade em geral da ilha rebelde é convidada a participar da campanha.

Tal como em 1992, quando as passeatas de ruas do movimento estudantil detonaram um movimento pelo FORA COLLOR (fruto da indignação popular em relação ao grande esquema de corrupção e da alta inflação), os organizadores da passeata acreditam que podem cumprir o mesmo papel com relação à saída de Sarney da presidência do Senado.

Irreverência promete ser o tom da passeata. Haverá o tradicional apitaço, performances e pessoas vestidas de mordomo, cortejo de catirinas e uma “quadrilha” do Senado, aproveitando o período de festas juninas. A passeata tem concentração marcada para ás 15 horas desta sexta-feira, em frente à escola Liceu Maranhense.

Apoio de mais de 50 senadores ‘blinda’ José Sarney

Parede protetora é garantida por Renan, Lula e pelo DEM

Acossado pela crise, José Sarney (PMDB-AP) ergueu em torno de si um muro de apoios capaz de deter qualquer tentativa de apeá-lo da presidência do Senado.

A parede de proteção à presidência de Sarney é escorada pelo apoio de pelo menos 51 dos 81 senadores.

 São 17 votos do PMDB (já excluídos os dissidentes Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos), 14 do DEM, sete do PTB, pelo menos dez do PT (excluído Tião Viana)...

...Dois do PRB (Marcelo Crivella e Roberto Cavalcanti), um do PC do B (Ignácio Arruda), um do PP (Francisco Donelles) e pelo menos um do PSDB (Papaleo Paes).

O envolvimento direto de Lula na articulação que escora a gestão Sarney permite antever o crescimento do número de apoiadores.

É improvável que legendas como PSB e PDT se envolvam por inteiro em eventuais tramas para arrancar Sarney da cadeira.

O muro de arrimo a Sarney foi reforçado numa reunião reservada realizada na manhã desta terça (23).

Conversaram o próprio Sarney, o primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI) e o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).

Sarney e Heráclito estranhavam-se nos subterrâneos. O morubixaba do Senado responsabilizava o senador ‘demo’ pela divulgação de dados que o deixaram mal.

Heráclito atribuiu o vazamento de informações sobre a contratação secreta de parentes e amigos de Sarney à “guerra de grupos” de servidores.

Acertados os ponteiros, decidiram acomodar na direção-geral e na diretoria de Recursos Humanos gente da mais estrita lealdade.

Pessoas que, por confiáveis, fossem capazes de erigir um dique de contenção dos vazamentos comprometedores.

Foi à diretoria-geral Haroldo Tájra, um servidor que é filho de ninguém menos que o suplente de Heráclito, Jesus Tájra.

Para a área de Recursos Humanos, a trinca se fixou no nome de Dóris Romariz Peixoto, até bem pouco chefe de gabinete de Rosena Sarney.

Os nomes foram referendados por Renan, hoje uma espécie de presidente informal do Senado. Nada se decide sem o apoio do ex-quase-senador-cassado.

As escolhas como que renovaram a aliança entre PMDB e DEM, os dois principais pilares de sustentação de Sarney.

Os nomes de Haroldo e Dóris foram levados à reunião da Mesa diretora do Senado, realizada à tarde, na forma de um prato feito.

Foi uma reunião tonificada pela presença dos líderes partidários e até de senadores que não exercem cargos de liderança, como Pedro Simon.

Mesmo os senadores que mantém um pé atrás em relação a Sarney, como o líder tucano Arthur Virgílio (AM), engoliram os novos diretores.

A deglutição foi facilitada pelo estabelecimento de certas condições. Os novos diretores foram nomeados por 90 dias.

Depois, terão de ser referendados em votação no plenário do Senado. na próxima segunda (29), será aprovado um projeto que fixa a nova sistemática.

Com os votos de que dispõe, Sarney deve obter folgada maioria na aprovação dos responsáveis pelo dique idealizado para deter o verteduro de informações.

Nos últimos dias, vários senadores se animaram a defender publicamente o afastamento de Sarney.

Cristovam Buarque advogou um pedido de licença. Pedro Simon falou em afastamento, sem especificar a modalidade.

Arthur Virgílio disse que, se necessário, não hesitaria em levar Sarney ao Conselho de Ética. Acha que a sobrevivência do Senado está acima do presidente.

A pregação anti-Sarney deve prosseguir. Mas, numa escala de zero z dez, as chances de que resultem na saída de Sarney são de menos um.

Blog do Josias de Souza

Nepotismo, não é apenas no Senado, tem também no Governo do Baralho

Não é só no Senado que a família Sarney sustenta parentes e amigos. No
Governo do Estado, basta um rápido levantamento para se descobrir
dezenas de parentes, resultados da união Sarney/Murad.

Ainda há os aparentados de secretários de estado, como Gastão Vieira,
que conseguiu nomear a irmã, a cunhada e a filha em cargos de confiança.

Dos aliados políticos, como Paulo Marinho, que conseguiu empregar o filho
a irmã.

Dos representantes da Justiça, como o desembargador Jorge Rachid, que
tem filho e irmãos em postos elevados do governo.

E até mesmo de membros do Tribunal de Contas, como o conselheiro
Yedo Lobão, que empregou a irmã e dois sobrinhos.

Muitos dos graus de parentescos levantados pelo blog podem até mesmo
escapar a súmula do STF que proibiu a prática de nepotismo no serviço público,
mas não deixa de ser vergonhoso, quando se sabe que a maioria desses
“empregos” é resultado de troca de favores, e poucos devem trabalhar
efetivamente nos cargos a que foram nomeados.

Evidente, que existem as exceções, onde embora parente, o nomeado
possui competência para tal.

Na lista que publicamos logo abaixo, o blog não conseguiu definir o
grau de parentesco de todos os citados, e espera a contribuição do leitor
para fazê-lo.

Como também para corrigir algum equívoco de nomes que coloco como
parente, sem necessariamente sê-lo.

Há ainda outras listas, como a dos parentes do secretário de segurança,
Raimundo Cutrim, que serão posteriormente publicadas, pois ainda
depende da confirmação de alguns graus de parentescos.

 

Gastão Vieira

1-     Rosa Maria Vieira Saldanha (irmã)

 Ass. Sênior – Secretaria de Turismo

2 - Eliana Maria Lindoso Matos (cunhada)

Chefe Div. Cont. Arrec – Detran

3 – Mirella Maciel Dias Vieira (filha)

Ass, Júnior – Sinfra

4 – Márcio Nonato Fonseca Vieira (?)

Ass. Sênior – Seplan

Paulo Marinho

      1 – Paulo Celso Fonseca Marinho Júnior (filho)

       Superint. De Avaliação de Ações Governamentais – Seplan

      2 – Rosemary Fonseca Marinho (irmã)

       Aux. De Serv. do Almoxarifado – Saúde

      3 – Antonio Mousaniel Marinho Fonseca (?)

       Gestor Unid. de Saúde de Itapecuru-Mirim – Saúde

Des. Jorge Rachid

       1 – Tamir Buhatem Maluf (filho)

        Sec. Adjunto – Secretaria de Minas e Energia

       2 – Alim Rachid Maluf Neto (primo)

        Sec. Adj. Esporte Educacional – Secretaria de Esporte.

       3 – Miguel Mubarack Heluy (primo)

        Superv. Planej. – Seduc

       4 – Luis Fernando Buhatem Heluy (?)

        Enc. Do serv. de Urg/Emerg. – SAMU – Saúde

       5 – Alim Rachid Maluf Filho (primo)

        Sub-Chefe- Casa Civil

       6 – João Paulo Alim Maluf (primo)

        Ass. Sênior – SEAPS

       7 – Alexandre Rachid Mubarack Maluf (irmão)

        Ass. Tec. – Saúde

Conselheiro Yedo Lobão

       1 – Denise Magalhães Silva Lobão (irmã)

        Sec. Adj. Secretaria de Ciência e Tecnologia

       2 – Yury Lobão Coelho (sobrinho)

        Sup. De Serv. Gerais

       3 – Kátia Ricci Lobão Carvalho (?)

        Diret. PAM- Cidade Operária – Saúde

       4 – Irlete Ricce Lobão (?)

        Aud. Do SUS- Pres. Dutra – Saúde

       5 – Janaise Lobão Silva Carvalho (sobrinha)

       Ass. Espec. – Secretaria de Ciência e Tecnologia

       6 – Fabrício Alberto Lobão de Oliveira

        Superv. De Inform. – SEAPS

Ricardo Murad

       1 – José Henrique Aguiar Silva Murad (primo)

        Sec. Adj. Gestão de Transportes – Sinfra

       2 – Daniela Campos Duailibe (prima)

       Assessora Sênior – Seplan

       3 – Aloísio Duailibe Pinheiro (?)

        Diretor de Infra-estrutura –EMAP

       4 – José Ribamar Pinheiro Dualibe Filho (?)

        Diretor Adm. Financ. – Funac

       5 – Daniela Duailibe Barros Rego (?)

        Superv. de Acomp. E Contr. de Execução Orçam. – Seplan

       6 – Ana Tereza de Carvalho Duailibe (?)

        Superv. de Área – Segup

       7 – Jorge Duailibe (primo)

        Chefe de Exec. Orçam.- Iterma

       8- Simone Murad da Costa (?)

         Diret. Adm-Financ. – PAM – Cidade Operária - Saúde

       9 – Gilvana Duailibe Ferreira (prima)   

       Diret. Adm-Financ. – Maternidade Marly Sarney – Saúde

       10 – Lílian Lucia Balata Duailibe (?)

        Superint. Ações Prot. Social Básica- SEDES

       11 – Sonia Elizabeth Duailibe Marão (?)

        Ofic. de Gab. – SEDES

       12 – Jorge Antonio Mendes Duailibe (?)

        Ass. Sênior- Saúde

       13 – José Raimundo Trovão Filho (primo/Teresa Murad)

       Ass. Júnior – Saúde

       14 – Rice Azevedo Duailbe (esposa do primo)

        Encarreg. Controle de Contratos – Saúde

       15 – Luciane Duailibe Costa (prima)

        Chefe Dep. Contas e serv. Assistenciais – Saúde

       16 – Ana Michele Pereira Duailibe (?)

        Diret. Adm-Financ. Hosp.Pres. Vargas

       17 – Renato Aguiar Silva Murad (primo)

        Membro CPL – Sinfra

       18 – Yomar Ruth Trovão Moreira Lima (sobrinha/Teresa Murad)

       Mestre de Cerim. – Casa Civil

       19 – Maria Eugênia Barros Murad (?)

        Chefe Ass. Planej. Ações Estratégicas – Sinfra

       20 – Luciana Murad Abdalla (?)

       Ass. Jurídica – Casa Civil

       21 – Vanda Cristina Duailibe Ferreira (prima)

       Ass. Especial – Casa Civil

       22 – Arnaldo Benedito Murad (primo)

       Ass. Especial – casa Civil

       23 – Rosalina Maria Duailibe Ferreira (prima)

       Chefe Ass. Planej. E Ações Estratégicas – SEAPS

       24 – Márcia Teresa da Costa Ferreira Duailibe (prima)

       Ass. Especial III – SEAPS

       25 – André Ferreira Trovão (primo/Teresa Murad)

       Ass. Sênior – Saúde

       26 – Sérgio Amaral trovão (primo/Teresa Murad)

       Aux. de Serv. da UGAM-Saúde

       27- Roberto Franklin Duailibe Costa (casado com a prima)

       Auditor Tec. do SUS – Saúde

       28 – José Jorge Trovão Lamar (primo/Teresa Murad)

       Aux. de Serv. de Protocolo – Cultura

       29 – Fábio Duailibe Melo (?)

       Chefe Dep. Estud, e Pesquisas – Secretaria de Esportes

Blog do Raimundo Garrone

Senadores voltam a pedir afastamento de Sarney até final da investigação

Dois senadores pediram nesta terça-feira o afastamento do senador José Sarney (PMDB-SP) da presidência do Senado. Em discursos no plenário da Casa, os senadores José Nery (PSOL-PA) e Pedro Simon (PMDB-RS) sugeriram que Sarney se afaste temporariamente do cargo até que as investigações sobre a edição de atos secretos na Casa estejam concluídas.

"Ele não vai se afastar no sentido de que nós estamos impondo, ele não vai se afastar no sentido de que ele não tem credibilidade, não tem confiança. Mas vai se afastar para que as coisas sejam conduzidas ao natural, por uma pessoa que seja mais isenta, mais tranquila, com mais disposição do que ele", disse Simon.

No discurso, o peemedebista afirma que votou em Sarney para a presidência da Casa, mas avalia que o colega de partido não tem usado frases "felizes" para justificar a crise que atinge a instituição.

"Quando ele diz que foi eleito para presidir politicamente e não para limpar o lixo, pois, se tem lixo no Senado, a primeira pessoa que tem que olhar é o presidente do Senado, e não o lixeiro. De irmão para irmão, a melhor coisa que o presidente Sarney tem que fazer é se afastar, se afastar", afirmou.

Nery, por sua vez, disse que Sarney não "detém as condições" de permanecer no cargo em meio à enxurrada de denúncias que arranham a imagem do Senado.

"É importante o seu afastamento para que se realize de fato a investigação que, aqui, parece que não se quer fazer. São atos tímidos, apesar de reconhecer que algumas proposições podem se transformar em medidas concretas. Os atos, anunciados em gestação, não se coadunam, não têm ligação, não se aproximam da gravidade da crise que nós enfrentamos", disse o senador.

Além de Simon e Nery, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) já havia sugerido o afastamento de Sarney nesta segunda-feira. O pedetista usou argumentos semelhantes para defender a saída temporária de Sarney ao afirmar que, longe da cadeira de presidente, o parlamentar terá mais condições de contribuir com sugestões para a Casa sair da crise.

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) também havia defendido a saída de Sarney caso o peemedebista não afastasse o diretor-geral da Casa, Alexandre Gazineo --exonerado nesta terça-feira. Sarney afastou o servidor do cargo, assim como o diretor de Recursos Humanos do Senado, Ralph Campos. (Da Folha Online)

Senado paga 2 funcionários em mausoléu de Sarney

Dois funcionários que batem ponto no memorial que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mantém em São Luís são assessores do Senado. Um deles ganhou o cargo em 1995 e está empregado na Casa até hoje, com salário de R$ 7,6 mil. Seu nome: Raimundo Nonato Quintiliano Pereira Filho, de 46 anos. "Raimundinho", como é chamado pelos amigos, é coordenador de projetos da Fundação José Sarney, nome que designa a entidade criada pelo ex-presidente da República para preservar sua própria história.

O outro empregado da fundação nomeado pelo Senado é Fernando Nelmásio Silva Belfort, de 60 anos. Diretor executivo do museu - e também mausoléu de Sarney -, ele esteve na folha de pagamento da Casa entre agosto de 2007 e abril de 2009, quando a filha do senador, Roseana Sarney (PMDB), hoje governadora do Maranhão, era líder do governo no Congresso. Ele recebia salário de R$ 2,5 mil por mês.

O caso de Raimundo mostra desvio de função. Quando foi nomeado, há 14 anos, ele foi lotado no gabinete de Edison Lobão (PMDB-MA) - velho aliado de Sarney que, com sua ajuda, virou ministro das Minas e Energia do governo Luiz Inácio Lula da Silva. À época, Sarney era presidente do Senado. O "assessor" ficou na folha de pagamento. Hoje está lotado no gabinete de Edinho Lobão (PMDB-MA), filho do ministro.

Procurado ontem, Raimundo primeiro negou que trabalhasse no Senado. "Eu trabalhei no Senado em 1995", disse. Dois minutos depois, se corrigiu: "Não nego nem confirmo. Não tenho que dar informação a vocês." Maranhense de Caxias, negou peremptoriamente que trabalhasse na Fundação José Sarney. "Me mostre onde isso está escrito", desafiou. Informado que seu nome consta até do site da fundação-museu, ele desligou o telefone.

Belfort, o outro encarregado do museu, trocou o emprego em abril por nomeação no governo Roseana, como "gestor de atividades meio" da Secretaria de Assuntos Agrários. A assessoria de Sarney informou que não comentaria as nomeações. O assessor de Roseana disse não conhecer Belfort. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Virgílio para Sarney: ‘V. Exa. não precisa sobreviver’

Há uma fome de limpeza no ar. A reiteração da indecência, um caso se sucedendo ao outro, expôs no Senado a cara de um monstro medonho: a impunidade.

O país deseja transformar a cleptocracia brasileira numa democracia real. Nesta terça (23), o Senado reúne sua mesa diretora.

 Não será uma reunião banal. Vai-se discutir, uma vez mais, o que fazer com a esclerose que toma conta do Senado.

 Os senadores dirão ao país de que matéria-prima são feitos. Hoje, tem-se a impressão de que são feitos de amoralidade e cumplicidade.

 Há, porém, um problema: a perversão perdeu no Senado aquele ton-sur-ton que propiciava aos delinqüentes o escudo da indistinção.

 No Senado dos dias que correm, a cafajestice tem cara de cafajestice. O repugnante tem cara de repugnante. A imundície tem cara de lama.

 Diante de um cenário assim, tão claramente sujo, só há duas alternativas: ou o senador empunha o frasco de detergente ou se associa à conivência.

 Na semana passada, Sarney dissera que a crise não era dele, mas do Senado. O plenário ouviu calado.

 Nesta segunda (22), as diferenças começaram a emergir. Acossado por “chantagens” que atribui ao Todo-Poderoso Agaciel Maia, Arthur Virgílio escalou a tribuna.

 Chamou os ex-diretores Agaciel e João Zoghbi pelo nome: “bandidos”, “camarilha”, “ladrões”, “corja”... Pediu a demissão da dupla. E disse o óbvio: não agiram sozinhos.

 Há senadores por trás dos dois ex-diretores, disse Virgílio. Dirigiu-se a Sarney, que, a seu pedido, presidia a sessão.

 O líder tucano disse ao presidente do Senado que, dissociando-se da “camarilha”, o terá como aliado. Protegendo-a, o terá como “adversário ferrenho”.

 Virgílio disse que não hesitará em levar Sarney ao Conselho de Ética se julgar que é o caso. Afirmou que Sarney “não precisa sobreviver”, o Senado sim.

 Virgílio apontou as “chatagens” de Agaciel como causa do silêncio dos senadores. Provocadas, as vozes começaram a soar.

 Cristovam Buarque foi ao microfone para informar que, de fato, considerava-se chantageado.  

 “Esse tipo de coisa obriga a gente a radicalizar. Começa a dar impressão de que quem não toma posições firmes tem rabo preso. Não tenho rabo preso”, disse.

 Depois, ocupando ele próprio a tribuna, Cristovam sugeriu que Sarney se licencie do cargo por dois meses, até que sejam apurados os malfeitos.

 Pedro Simon negou Virgílio. Disse que, quando silencia, o faz por conta própria, não em função de chantagens.

 Dirigindo-se a Sarney, Simon espegou: “Estamos atingindo o limite do limite. Alguma coisa precisa ser feita. Estamos no fundo do poço.

 Na semana passada, Sarney dissera que não havia atos secretos no Senado. O plenário, de novo, silenciou.

 Virgílio agora fala: “Aquela desculpa abobalhada, tola, atrasada, retardada, atoleimada, aquela parvoíce de que não havia atos secretos cai por terra...”

 “...Tanto que o senador Heráclito Fortes [primeiro-secretário] sai do hospital para vir dizer à casa quais são os atos secretos. Há atos secretos”.

 Sim, há atos secretos. O que fazer? É essa a resposta que o Senado dará nesta terça.

Vai-se descobrir, então, de que material são feitos os senadores.

 Acossado pelos novos pronunciamentos, Sarney abandonou a “parvoíce” da inexistência de atos secretos.

 Saiu-se à Lula: “Ninguém mais do que eu teve maior surpresa. Eu não sabia disso. Nunca pensei que isso existisse”.

 Acrescentou: “Ninguém vai acobertar ninguém. Vamos punir. E estamos fazendo isso”.

 Ficou boiando no ar uma pergunta: O que será feito dos senadores que, no dizer de Virgílio, estão por trás dos malfeitores?

 Por Josias de Souza

A Grande Oligarquia

 

Arthur Virgílio diz que Agaciel Maia chantageia e "cala" senadores

MÔNICA BERGAMO
colunista da Folha

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) diz que os senadores estão sendo chantageados pelo ex-diretor do Senado, Agaciel Maia, que deteria informações que poderiam constranger parlamentares, ainda que não tenham feito nada de ilegal ou grave. Ele cita entre os que Agaciel tenta "calar" os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

Virgílio disse que vai denunciar as chantagens hoje no plenário do Senado. "Ele [Agaciel Maia] está inconformado porque sabe que acoelhou [tornou dóceis] o Simon, o Suplicy, o Cristovam Buarque. Está faltando ele calar o cara que eclodiu o processo contra ele. Fui eu que eclodi quando disse porque não votava no Sarney [para a presidência do Senado] porque não vai tirar o Agaciel Maia do cargo e não vai mudar os costumes políticos da casa. Ele [Agaciel] sabe que essa confusão se deu por causa de mim."

Virgílio explica por que os senadores foram supostamente "acoelhados": "O Cristovam, deve ter sido besteira mesmo. No caso do Cristovam foi uma bobagem [a mulher do senador teria sido nomeada para um cargo no Parlamento]. Caberia a ele pedir desculpas. Do Simon deve ser menos que isso. Deve ser alguma viagem que ele fez com a esposa, uma besteira que era completamente legal. Infelizmente a imprensa criminalizou isso. O Suplicy, foi o caso da Mônica Dallari [a jornalista, namorada de Suplicy, viajou para o exterior com passagens pagas pelo Senado]."

De acordo com Virgílio, é por isso que "quando a gente fala do assunto [Agaciel Maia], eles fogem do plenário".

Virgílio diz que, em seu caso, Agaciel o ajudou a desbloquear um cartão de crédito no Banco do Brasil quando estava no exterior e ficou "preso" num hotel em Paris, em 2003, por problemas no cartão. Enquanto isso não se resolvia, um funcionário do Senado depositou dinheiro na conta de Virgílio. Ele diz que os recursos foram devolvidos logo depois.

De "Secreta" a Lula

Fernando de Barros e Silva, hoje, na página 2 da Folha de S. Paulo

SÃO PAULO - Faltava um mordomo para o filme de terror protagonizado pela família Sarney. Já temos "Secreta". Corruptela de secretário, é o apelido de Amaury de Jesus Machado, espécie de faz-tudo de Roseana. "É meu afilhado. Fui eu que o trouxe do Maranhão. Vai em casa quando preciso, duas ou três vezes por semana. É motorista noturno e é do Senado. E lá ganha até bem", explica a governadora.


Os serviços, ao menos em parte, são privados, mas o salário quem paga é o Senado -R$ 12 mil, conforme o jornal "O Estado de S. Paulo".
Sem tirar nem por, "Secreta" é um agregado, o tipo social brasileiro que vive de favor, sob a asa de uma família endinheirada a quem presta serviços variados. Neste caso, porém, quem sustenta o leva-e-traz de Nhonhô e Sinhá é o erário. A Sarneylândia nos conduz assim ao coração do velho patrimonialismo.
"Secreta" é só a cereja do bolo na festa do mandonismo e do compadrio patrocinada pelo Senado. Os Sarney e seus apaniguados valem bem um estudo sobre a permanência da família patriarcal e do poder oligárquico no país do petismo.

 

Sim, é preciso entender os nexos e cumplicidades entre a velharia velha dos Sarney e a nova velharia representada pelo lulismo. O Brasil virou uma espécie de "democracia senhorial", segundo a expressão recente do sociólogo Gabriel Cohn. E Lula se tornou seu maior avalista.
Ao interceder pela figura "incomum" de Sarney e condenar o "denuncismo" da imprensa, Lula faz apologia do obscurantismo. Usa sua popularidade para descaracterizar um quadro de óbvio descalabro e favorecer a impunidade. Sua fala é um tipo de "Bolsa Oligarca".

 

Lá atrás, quando sacaram a tese de que o mensalão era uma invenção da mídia, intelectuais petistas definiram um padrão de conduta: entre o partido e os princípios, optaram pela defesa do primeiro. Lula e o neopatrimonialismo sindical que ele sustenta levaram isso ao paroxismo. Não importa que seja ladrão, desde que seja meu amigo.

 

-"Secreta", o baralho e as minhas cigarrilhas, por favor...

Sarney, os parentes e o bom ladrão do padre Vieira

No discurso da última terça-feira, Sarney referiu-se, a alturas tantas, aos parentes admitidos ou exonerados do Senado por meio de atos secretos. Mencionou a sobrinha de sua mulher e um neto. Há outros. Mas ele se ateve a esses dois.

 Indagou: “E, por isso, querem me julgar perante a opinião pública deste país? É, de certo modo, a gente ter uma falta de respeito pelos homens públicos [...] Extrema injustiça!”

 Em tempo de São João, brincar com querosene à beira da fogueira não é coisa que o bom senso recomende. Mas já que partiu de Sarney a iniciativa de açular o fogo, não será o repórter que vai levar a mão ao extintor.

 Afora a discussão sobre a natureza sigilosa dos atos, há densas suspeitas de que os parentes de Sarney mordiam a Viúva sem o dissabor do derramamento de suor.

 Presume-se que Sarney tenha desejado dizer algo assim: ainda que seja verdadeira a acusação, ainda que o nepotismo tenha sido fulminado pelo STF, é uma honra para mim, que, ao malversar, malverso pouco.

Fosse Adão o presidente do Senado, decerto ainda estaríamos no Éden, eis a tese escondida atrás do argumento de Sarney. Que crime, afinal, cometeu o primeiro homem? Roubou uma maçã. Uma reles e inocente maçã.

 A tentativa de defesa de Sarney ganha ossatura antropológica quando vista sob a ótica de um clássico: o "Sermão do Bom Ladrão", do padre Antônio Vieira. Recorre-se a Vieira porque se trata de autor admirado por Sarney.  

 Deus pôs Adão no paraíso, anotou Vieira, com poder sobre todos os viventes, como senhor absoluto de todas as coisas criadas. Exceção feita a uma árvore. Súbito, com a cumplicidade da protomulher, Adão provou do único fruto que não lhe pertencia.

"E quem foi que pagou o furto?", pergunta Vieira. Ninguém menos que Deus, materializado na pele de Jesus. Condenado à cruz, pregado entre ladrões, ofereceu um exemplo aos príncipes. Um sinal de que são, também eles, responsáveis pelo roubo praticado por seus discípulos.

Ao sobrepor a imagem do pequeno delito à do grande roubo, Sarney como que evocou outro trecho do "Sermão do Bom Ladrão".

 Conta Vieira que, navegando em poderosa armada, estava Alexandre Magno a conquistar a Índia quando trouxeram à sua presença um pirata dado a roubar os pescadores. Alexandre repreendeu-o.

 Destemido, o pirata replicou: "Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador?".

Citando Lucius Annaeus Seneca, um austero filósofo e dramaturgo de origem espanhola, Vieira lapida o raciocínio: se o rei da Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata, todos -rei, ladrão e pirata- merecem o mesmo nome.

Assim, o parente contrabandeado na folha, o suborno recebido de prestadores de serviço e a pilhagem milionária dos empréstimos consignados do Senado são irrupções de um mesmo fenômeno.

 O tamanho do furto importa pouco. De troco em troco também se chega ao milhão. E quem se desonra no pouco mais facilmente o fará no muito, já dizia o Cristo.

A bordo de uma armada cujo comando divide com Renan Calheiros, o velho morubixaba do PMDB recorre a um contorcionismo vocabular perigoso.

 Volte-se, por oportuno, a Vieira. Diz o sábio padre que são companheiros dos ladrões os que os dissimulam; são companheiros dos ladrões os que os consentem...

 ...São companheiros dos ladrões os que lhes dão postos e poderes; são companheiros dos ladrões os que os defendem; são companheiros dos ladrões os que hão de acompanhá-los ao inferno.

Sarney cava a própria sorte. Pode acabar inspirando a criação de uma inusitada escala ética. A escala São Dimas, em homenagem ao bom ladrão do Evangelho. Quem investisse com parcimônia contra a Bolsa da Viúva –de sobrinha a neto- estaria instantaneamente livre da sanha persecutória.

 Antes do arremate, ouça-se mais um pouco do Sarney de terça-feira: “Eu não sei o que é ato secreto. Aqui, ninguém sabe o que é ato secreto...”

 “...O que pode ter [...] são irregularidades da entrada em rede ou não entrada em rede de determinados atos da administração do Senado...”

 “...Mas isso tudo relativo ao passado; nada em relação ao nosso período. Nós não temos nada que ver com isso”.

 Nesse ponto, é como se Sarney, do alto de seus 79 anos, 55 dos quais decicados à política, rogasse à platéia: Quero que me tomem por bobo, não por malfeitor.

 O Sarney do discurso de ocasião, pronunciado num instante em que a suspeição toca-lhe os sapatos, não é o político experimentado que todos supunham.

 Elegera-se três vezes presidente do Senado como um articulador de mostruário, exemplo de sagacidade e competência.

 Descobre-se agora que, em 1995, em sua primeira presidência, Sarney nomeara Agaciel Maia para gerir o Senado à sua revelia. Dito de outo modo: Sarney alçara Agaciel à direção-geral para fazê-lo de trouxa.

 

Por Josias de Souza

 

Uma semana estrelada por gente incomum e anormal

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RICARDO MURAD PRIVATIZA ARRAIAL DA LAGOA USANDO A ESTRUTURA DO ESTADO PARA FINS PARTICULARES USANDO O VOS COMO “LARANJA”

O blogue de Ricardo Santos denunciou na terça-feira os descalabros cometidos pelo governador de fato e secretário de saúde Ricardo Murad e sua trupe dentro órgão e prometemos denunciar novas “peripécias” do cunhado de Roseana assim que nos fossem enviadas.

Pois bem, agora nos chega a denúncia de que Ricardo Murad estaria deitando e rolando nos festejos juninos, usando toda a estrutura montada pelo governo do estado no arraial da Lagoa da Jansen, para usar em benefício de particulares.

 Ocorre que Ricardo se dizendo presidente de uma tal “Liga Independente” que representa os interesses de alguns grupos de bumba-boi, praticamente “privatizou” o arraial da Lagoa, até então totalmente dirigido pelo estado com renda revertida em favor do VOS, que este ano atuará como uma espéciede “laranja”. Porém quem receberá os lucros obtidos com a venda de bebibidas e comidas será a tal “LIga” do Ricardo Murad.

Procuramos uma pessoa do VOS, que por motivos óbvios preferiu não se identificar e ela nos disse que até a barraca da “liga” é diferente das demais, pois foi feita com requintes de luxo, tudo bem ao estilo Ricardo Murad, enquanto as demais são bem simples como toda barraca de arraial, e que é o próprio Ricardo quem vai lá todos os dias e cuida diretamente de tudo, dando inclusive, expediente no local.

Para quem não sabe, o VOS(Voluntariado de Obras Sociais) é um órgão do governo do estado sem orçamento e voltado para ações filantrópicas, não tem quadro fixo de funcionários que são re-locados de suas secretarias de origem para prestar serviço e que no governo biônico de Roseana Sarney voltou a ser dirigido pela senhora Vanda Duailibi, prima legítima de Ricardo Murad, e que tem aceitado passivamente todas as determinações por ele impostas.

Seria interessante ouvir o que tem a dizer sobre isso o secretário da cultura Luis de Nazaré Bulcão, sempre tão preocupado em fazer discursos enaltecendo a família Sarney/Murad, e talvez por isso deixe um pouco de lado suas verdadeiras atribuições.

Imagem: A USURPADORA

Senado escondeu atos de propósito, diz funcionário

Na última terça-feira (16), do alto da tribuna do Senado, José Sarney discursara: "Eu não sei o que é ato secreto. Aqui, ninguém sabe o que é ato secreto".

Era lorota. Chefe do serviço de publicação do boletim de pessoal do Senado, Franklin Albuquerque Paes Landim, sabe muito bem o que é ato secreto.

Para desassossego de Sarney, Franklin contou o que sabe aos repórteres Andreza Matais e Adriano Ceolin.

O depoimento vai à fogueira como um jato de gasolina. Segundo Franklin, os atos administrativos secretos do Senado foram escondidos de propósito.

Chegavam à sua mesa com um carimbo: “Publique-se”. Mas nem todos ganhavam a publicidade exigida pela Constituição.

Franklin revelou que recebia ordens para esconder uma parte dos atos. A determinação partia de dois ex-diretores do Senado.

 Sim, exatamente, eles mesmos: Agaciel Maia, ex-diretor-geral, e João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos.

 Minucioso, Franklin relatou que as ordens de Agaciel chegavam pelo telefone. As de Zoghbi, que despachava no mesmo andar, eram dadas pessoalmente.

 Referindo-se especificamente a Agaciel, Franklin declarou: "Ele mandava guardar. Dizia: ‘Esse você não vai [publicar]. Você aguarda’”...

 “... Com esse aguarda, às vezes mandava publicar, às vezes não. Podia ser amanhã, podia ser depois."

 Franklin informou que alguns dos atos sigilosos do Senado permaneceram guardados durante "anos".

 A coisa funcionava assim: diante de uma ordem para esconder determinado ato, Franklin o levava a uma pasta. Dali só saíam mediante nova orientação.

 Quantos foram os atos secretos? No comando do setor de publicação há quatro anos, Franklin disse que nunca contou.

 Comissão formada pelo primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI) faz a contagem. Já contabilizou 623. Começaram a ser editados em 1995.

 Nesse ano, eleito para a primeira de suas três presidências no Senado, Sarney nomeara Agaciel Maia para a direção-geral.

 O mandarinato de Agaciel durou 14 anos. Teria durado mais, não fosse pela revelação de que escondera a posse de uma mansão avaliada em R$ 5 milhões.

 Franklin decidiu quebrar o silêncio por receio de que a corda se rompa para o seu lado. "[...] Não vou pagar por isso. Eu vou dizer a verdade. Eu não temo nada".

 Ele disse que “nunca” recebeu ordem de nenhum senador para esconder esse ou aquele ato administrativo. Só de Agaciel e de Zoghbi.

 Em entrevista veiculada no último final de semana, Agaciel dissera que ninguém no Senado poderia alegar desconhecimento sobre a burocracia cladestina da Casa.

 O ex-superdiretor afirmara que “as decisões foram referendadas por um colegiado”, a Mesa diretora do Senado.

 Negara, porém, que o segredo fosse proposital: “O Senado publica por ano cerca de 60 mil atos e decisões administrativas. Pode acontecer alguma falha...”

 “...Se houve mesmo, uma comissão nomeada pelo senador Heráclito Fortes deverá apontá-la. Posso apenas assegurar que nenhum ato ilegal foi baixado”.

 Confrontado com as declarações do servidor Franklin, o lero-lero de Agaciel, repisado por Sarney no discurso de terça, ganha as feições de rematada mentira.

 A maioria dos atos clandestinos serviu para criar cargos, aumentar salários e contratar ou exonerar parentes e amigos de senadores e de servidores graduados.

 No discurso em que tentou saltar das labaredas, Sarney pontificara: "A crise do Senado não é minha. A crise é do Senado”.

 A frase, que já não parecia fazer sentido, virou pó. Noves fora o fato de ter nomeado e mantido Agaciel enquanto pôde, Sarney comparece à crônica secreta como beneficiário.

 Sabe-se, por ora, que pelo menos oito parentes do senador passearam pela folha de pagamento do Senado.

 Desse total, pelo menos quatro foram contratados e/ou exonerados por meio dos famigerados atos secretos.

 Resta a Sarney a defesa à moda Lula: “Eu não sabia”. Surge, então, a pergunta inevitável: Afora o presidente da República, quem se anima a acreditar?

Escrito por Josias de Souza

Informe JornalL Pequeno: EXPLODIU!

A coluna já havia noticiado que existia uma guerra surda entre os cinco deputados titulares que saíram para ocupar cargos no governo empossado e os suplentes que assumiram mandato na Assembléia Legislativa.

E qual a razão dessa peleja? A nomeação, que cada deputado tem direito, de 19 assessorias de vários níveis, além das verbas de gabinete. A regra diz que quando o titular se licencia deve demitir os seus indicados para que o suplente tenha o direito de fazer os seus. A não ser...

Dos cinco suplentes que assumiram, pelo menos três estão em pé de guerra com os titulares que saíram para compor o governo Roseana Sarney. O mais revoltado é Manoel Ribeiro, que explodiu e foi ontem à tribuna.

O deputado cobrou da mesa diretora e do presidente Marcelo Tavares, com certa dureza, o direito de nomear os seus e de receber sua verba de gabinete.

Ribeiro assumiu na vaga do deputado Raimundo Cutrim, que foi nomeado secretário de Segurança Pública. Este, por sua vez, não quer nem ouvir falar no assunto. Então, Ribeiro jogou para a Mesa a solução do problema, e ontem cobrou no plenário.

Consta que os suplentes, ao assumirem o mandato, teriam feito um acordo de bastidores com a governadora empossada: aos que chegavam agora no parlamento não caberia estrebuchar em busca das nomeações e verbas de gabinete. Afinal, estavam assumindo um mandato...

Pelo visto, Manoel Ribeiro não topou. Quer tudo o que tem direito; aliás, um bom quinhão.

Ao se manifestar, o deptuado-presidente da AL, Marcelo Tavares, informou que ontem mesmo a Mesa finalizaria uma Resolução para regulamentar o assunto, não só para a situação de Manoel Ribeiro, mas de todos os deputados da Casa que, eventualmente, venham a estar na mesma situação.

Dependendo dessa resolução, os que forem à feira podem perder a cadeira...

Charge do Jornal Pequeno - 19/06

As denúncias contra Sarney

Por Luis Nassif

Confesso um profundo desânimo de escrever sobre os empregos dos familiares do presidente do Senado José Sarney.

 

Há três anos escrevi longamente sobre a venda da Cemar - Centrais Elétricas do Maranhão - para fundos de investimentos aliados a Fernando Sarney. A empresa estava sendo recuperada, por uma intervenção da ANEEL. O GP adquiriu o fundo simplesmente conseguindo que a Eletrobras renegociasse o passivo em boas condições. Um escândalo maiúsculo, sem a menor repercussão porque não havia interesse, naquele momento, em instrumentalizar a denúncia.

 

Meses atrás, quando estourou o caso Gautama, era evidente a ligação da empreiteira com a família Sarney. A mídia em geral atacou o governador Jackson Lago. Eu o defendi. Não saiu uma linha sobre Sarney. Depois, quando Sarney foi eleito presidente do Senado, desencavaram o tema por uma questão de conveniência política.

 

Quando começou o processo de cassação do Lago, fiz nova defesa aqui - ao lado de outros blogs independentes. O esquema Sarney em São Luiz espalhou que estava sendo financiado pelas verbas da Secretaria de Comunicação do Jackson Lago. Quando Roseana assumiu, escancarou as verbas e um valor imenso tinha sido aplicado, mas nos grandes veículos, visando reduzir as críticas. Não houve retificação das insinuações lançadas.

 

Tenho um largo histórico de conflitos com o esquema Sarney. Na verdade, desde o Plano Cruzado, quando o consultor geral Saulo Ramos, um grande espertalhão, editou um segundo decreto do Cruzado para permitir a sobrevida da indústria das liquidações extrajudiciais e das concordatas - das quais ele, como advogado, sempre fora grande beneficiário.

 

Acompanhei as estripulias do Edemar Cid Ferreira, protegido de Sarney, assim como as concessões distribuídas a Mathias Machline, Abril, Objetivo. Graças a Sarney ganhei um Prêmio Esso em 1987, denunciando-o, e fui rifado pela Folha pouco tempo depois e por razões bem sólidas, que garantiram a Sarney a gratidão do jornal e espaço vitalício como seu colunista.

 

Por tudo isso, considero Sarney o maior representante do que de mais atrasado existe na política nacional. Mas considero esse jogo de denúncias seletivas uma ampla manipulação. Usa-se a denúncia como ferramenta política apenas, jamais como instrumento de aprimoramento político.

LULA JÁ CHAMOU SARNEY DE LADRÃO E IMPOSTOR

 O discurso do presidente Lula em relação ao Congresso mudou à medida que o petista trocou a oposição pelo governo. Em 1993 ele declarou que, “de todos os deputados no Congresso, pelo menos 300 são picaretas”.

Repetiu a crítica em 1994 (”Aquilo que eu falei de 300 é um pouco mais”) e 1998 (”Uma vez falei que havia uns 300 picaretas no Congresso, mas a coisa só piorou”).

Em 2002, com a vitória à vista, a retórica mudou.

Aceitou o apoio do senador José Sarney, a quem havia chamado de “grileiro”, em 1986 (”Sarney não vai fazer reforma agrária coisa nenhuma, porque ele é grileiro no Estado do Maranhão”), de “ladrão”, em 1987 (”Adhemar de Barros e Maluf poderiam ser ladrões, mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República”) e de “impostor”, também no mesmo ano (”Sarney é um impostor que chegou à Presidência assaltando o poder”).

Na sua campanha à reeleição, Lula fez uma autocrítica: “Eu me dei conta de quantas vezes nós cometemos injustiças contra pessoas… Uma coisa eu tenho tranquilidade, Sarney: nunca lhe ofendi”.

Isso é o mais perfeito retrato de que desta vez, realmente, Lula mudou: ou perdeu a vergonha que um dia já teve, quando atuava no movimento sindicalista contra as forças oligárquicas do nordeste; ou se tornou refém do político mais maquiavélico, atrasado e chantagista do país.

Clique no vídeo acima e veja o que Lula dizia de Sarney.

Murad  dispensa licitação e compra combustível em posto de primo

O deputado Edivaldo Holanda denunciou nesta quinta-feira mais uma do secretário de saúde, Ricardo Murad, que dispensou licitação para comprar 700 mil reais em combustível do posto BR, localizado no São Francisco, que é de propriedade de seu primo, Sebastião Murad, a preço superior ao cobrado pelo mercado.

Enquanto em qualquer rápida pesquisa, o consumidor abastece a preços que variam de R$ 2,54 a R$ 2,60, a secretaria de saúde está comprando a R$ 2,70.

A mesma discrepância acontece no preço do óleo diesel, vendido no posto do primo de Ricardo a R$ 2,15, enquanto que no posto da Areinha sai por R$ 1,99.

Holanda calcula que somente nos dois primeiros meses do governo, Ricardo Murad já tenha contraído dívidas de mais de R$ 6 milhões.

Foram R$ 1,2 milhão para a compra de medicamentos; R$ 1 mi para passagens aéreas, dentre outras. Tudo com dispensa de licitação, prática que desconhece qualquer legalidade, e que serve para beneficiar parentes, empresários amigos e outras necessidades mais obscuras.

As dispensas para a compra do combustível, dos medicamentos e das passagens, estão publicadas no Diário Oficial do dia 29 de maio.As passagens foram adquiridas na empresa Brothers Viagens.

PSOL já cogita acionar Sarney no Conselho de Ética

O PSOL estuda ingressar com representação no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), se o peemedebista não acatar sugestões apresentadas pelos parlamentares para limpar a imagem da instituição, mergulhada em uma série de denúncias. O partido também promete representar no conselho contra os parlamentares envolvidos na edição de atos secretos no Senado se ficar comprovada a participação de senadores no episódio.

"Se a Mesa Diretora [do Senado] não tomar as providências no sentido de realizar profunda investigação sobre as denúncias que envolvem o Senado, o PSOL avalia a possibilidade de fazer representação contra membros da Mesa e até outros senadores que dentre os fatos denunciados se identifique alguma responsabilidade", disse o senador José Nery (PSOL-PA).

O PSOL cobra que Sarney crie uma comissão especial na Casa para investigar a edição dos atos secretos e outras irregularidades encontradas na instituição, entre outras medidas. As propostas do partido não têm relação com as sugestões encaminhadas a Sarney por um grupo de 20 senadores --que apresentaram documentos com medidas que têm o objetivo de "limpar" a imagem do Senado.

"A medida fundamental que a Mesa pode tomar é a formação de uma comissão especial de investigação para apurar todas as denúncias envolvendo contratos superfaturados, de empresas terceirizadas, atos secretos. Se a Mesa se dispuser a fazer comissão, nós achamos importante esse passo para depois virem medidas saneadoras", disse Nery.

O senador, único representante do PSOL no Senado, disse que o partido vai esperar até a semana que vem antes de decidir se encaminhará representação contra Sarney e outros parlamentares ao Conselho de Ética. "Nós sugerimos que as medidas sejam adotadas até a próxima semana. Após isso, examinaremos outros procedimentos que adotaremos sobre essas denúncias."  (Da Folha Online)

Deu no Correio Braziliense: Oito parentes de José Sarney são ou foram contratados para cargos comissionados

Ricardo Brito e Marcelo Rocha

Shirley Duarte Pinto de Araújo foi lotada durante seis anos no gabinete de Roseana Sarney (PMDB-MA). Deixou o cargo em abril passado, época em que Roseana se desligou do Senado para governar o Maranhão. Shirley seria apenas mais uma entre os 3 mil funcionários comissionados da Casa não fosse o fato de viver em São Luís ao lado de Ernane Sarney, tio da ex-senadora e irmão do presidente José Sarney (PMDB-AP). É mais um galho na árvore de parentes cultivada no Senado pela família Sarney nos últimos 25 anos.

A revelação da existência de atos secretos para encobrir mordomias e contratação de parentes no Senado aguçou a busca por irregularidades na Casa. Desde que assumiu pela terceira vez o comando do Parlamento, Sarney atribui a seus antecessores “os erros” administrativos, esquiva-se da pecha de patrocinador do nepotismo e empurra o problema para a próxima semana, quando o primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI) retoma as atividades. As descobertas, porém, encurralam ainda mais o peemedebista.

Além de Shirley, o Correio identificou nos boletins administrativos do Senado que Ivan Celso Furtado Sarney, irmão do presidente do Senado por parte de pai, ocupou um cargo de assistente parlamentar na Segunda Secretaria. A nomeação ocorreu em maio de 2005, quando o setor era comandado por um aliado de Sarney: João Alberto (PMDB), atual governador em exercício do Maranhão com o afastamento para tratamento médico de Roseana. Sete meses antes do ato de nomeação, então presidente da Câmara Municipal de São Luís, Ivan havia perdido a reeleição. O irmão de Sarney foi exonerado em fevereiro de 2007, em ato assinado pelo ex-diretor-geral Agaciel Maia e publicado somente no boletim suplementar de 30 de abril daquele ano.

Procurada pela reportagem, a assessoria de Sarney ponderou que só poderia responder pelo caso de Ivan Celso. No entanto, não houve retorno até o fechamento desta edição. No caso de Shirley, mulher de Ernane Sarney, os auxiliares do peemedebista recomendaram que se contatasse assessores da governadora Roseana. O Correio pediu informações à Secretaria de Comunicação do Maranhão, mas não obteve resposta. Foi deixado recado na casa de Shirley e também não foi respondido. Ivan Celso não foi localizado.

Com os nomes de Shirley e Ivan, sobe para oito o número de pessoas ligadas à família Sarney que são ou já foram comissionadas em gabinetes parlamentares ou outros setores do Senado. O primeiro caso a surgir foi o de João Fernando Michels Gonçalves Sarney, neto do presidente da Casa. Ele ocupava uma função de confiança no gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA) e foi exonerado em outubro do ano passado, após a súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu a contratação de parentes na administração pública. João Sarney foi substituído pela mãe, Rosângela Teresinha Michels Gonçalves.

No dia seguinte ao discurso de Sarney, um grupo de nove senadores anunciou ontem que pretende enviar ao peemedebista o que chamou de “pacote moralizador” para estancar a crise na Casa. Os parlamentares pedem a anulação dos atos secretos e o afastamento de José Alexandre Gazineo da Direção Geral. Gazineo foi o responsável por assinar número significativo das instruções. Ele assumiu o comando administrativo do Senado em substituição a Agaciel, afastado após a denúncia de ter ocultado a propriedade de mansão no Lago Sul.

“COMBATE AOS MAUS”

Um dia após ir à tribuna do Senado para rebater a série de denúncias de irregularidades, José Sarney disse ontem que é dever de deputados e senadores combater os “maus parlamentares”. Num discurso na solenidade que lançou a campanha institucional “O Congresso faz parte da sua história”, ele afirmou que cabe aos parlamentares corrigir os erros praticados. “Nossa função é procurar de toda maneira que nós, nesses novos tempos, tenhamos condições de corrigir todos os erros e fazer com que o povo não olhe o Parlamento pelos seus defeitos. Nossos valores não podem ser julgados pela imperfeição do exercício, dos valores morais e dos valores do Parlamento que são feitos muitas vezes por maus parlamentares a quem devemos combater.”


Nos arquivos do Senado é possível identificar as andanças dos Sarney na Casa durante os últimos 25 anos. Em novembro de 1984, quando o nepotismo ainda não fazia parte das discussões públicas, Roseana Sarney, filha do senador José Sarney, foi nomeada pelo então presidente, Moacyr Dalla (PDS-ES), para trabalhar como assessora no gabinete do pai. De acordo com o ato, ela tinha direito a salário mensal equivalente ao cargo DAS-3 (R$ 3,8 mil em valores atuais), nomenclatura usada pelo Executivo.

Em maio do ano seguinte, quando Sarney já exercia o cargo de presidente da República, o Senado cedeu Roseana para trabalhar na Casa Civil. O empréstimo foi decidido em reunião ordinária da comissão diretora, presidida pelo senador José Fragelli (PMDB-MS), e foi registrado em ata.

Concurso

Com a nova Constituição de 1988, que criou a obrigatoriedade do concurso público, Roseana foi efetivada servidora do Senado, mas pouco tempo trabalhou como funcionária pública em razão de sua atividade política. Licenciada sem direito a salário, ela, no entanto, pode usar esse período em caso de aposentadoria.

A filha do presidente do Senado se desligou da Casa em março para assumir o governo do Maranhão com a cassação de Jackson Lago pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela precisou se afastar, no início do mês, para tratar uma aneurisma em São Paulo. Quando estourou o escândalo dos atos secretos, Sarney estava em companhia da maranhanse. Voltou essa semana para tentar contornar a onda denuncista, mas o remédio — um discurso na tribuna e a promessa de ações na próxima semana — não conseguiu abrandar a crise. (MR) 
 

 

O clã

Confira os nomes de parentes e de pessoas ligadas a José Sarney no Senado:

Ivan Celso Furtado Sarney
Irmão, por parte de pai.

Em maio de 2005 foi nomeado para ser assistente parlamentar (AP-4) no gabinete do então segundo-secretário do Senado, João Alberto (PMDB-MA). Dois anos mais tarde, foi exonerado do Senado

Shirley Duarte Pinto de Araújo
É namorada de Ernane Sarney, irmão de José Sarney.

Shirley foi nomeada como assistente parlamentar sigla AP-3 para o gabinete de Roseana Sarney por ato assinado por Agaciel Maia em fevereiro de 2003. Em fevereiro de 2007, teve o cargo alterado para o de secretário parlamentar. Foi exonerada em abril passado

João Fernando Michels Gonçalves Sarney
Neto de Sarney. É filho de Fernando Sarney com Rosângela Terezinha Michels Gonçalves.

Em fevereiro de 2007, foi nomeado — por ato assinado pelo atual diretor-geral José Alexandre Lima Gazineo — como secretário parlamentar no gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA). Foi exonerado em outubro de 2008 por ato secreto

Rosângela Terezinha Michels Gonçalves
Mãe de João Fernando. Foi namorada de Fernando Sarney, filho de José Sarney.

Substituiu o filho no gabinete de Epitácio Cafeteira em outubro de 2008

Isabella Murad Cabral Alves dos Santos
Sobrinha de Jorge Murad, genro de José Sarney.

Nomeada, em fevereiro de 2007, como assistente parlamentar na liderança do PTB no Senado. Apesar do vínculo com o Senado, ela está atualmente na Espanha

Maria do Carmo de Castro Macieira
Sobrinha da mulher de José Sarney, Marly.

Nomeada por Agaciel Maia, em junho de 2005, para o gabinete da ex-senadora e prima Roseana Sarney — atual governadora do Maranhão — trabalha no escritório em São Luís

Vera Portela Macieira Borges
Sobrinha de Marly Sarney.

Funcionária pública do Ministério da Agricultura, foi cedida para trabalhar na Presidência do Senado em 2003. Mas, por morar em Campo Grande (MS), foi cedida para o escritório político do senador Delcídio Amaral (PT-MS) naquela capital

Virgínia Murad de Araújo
Parente de Jorge Murad, genro de José Sarney.

Nomeada em maio de 2007 para trabalhar como assistente parlamentar do gabinete da liderança do governo no Congresso, cargo na época comandado pela ex-senadora Roseana Sarney (PMDB-MA). Iniciou com salário de R$ 1.247 e, 11 meses depois, passou a receber o dobro

E agora Zé?

 Essa vai para o nosso querido amigo blogoiola. Esse vídeo vai especialmente para sua pessoa que outrora falava que esta música se tivesse qualquer semelhança era mera coincidência, e neste momento que o senado se encontra mergulhado em falcatruas e atos secretos encabeçada pelo seu chefe maior, esse vídeo não tem qualquer coincidência é pura semelhança.

Ele não tem culpa de nada

Os primeiros escândalos de Espantalho na secretaria de saúde

Bem antes do que se poderia esperar começam a aparecer as primeiras denúncias na gestão do governador de fato e todo poderoso do governo biônico, Ricardo Murad, frente à secretaria de saúde do estado.

 Um leitor assíduo do blogue e antigo funcionário da pasta nos enviou informações com provas de que, bem ao contrário do discurso moralizador que Murad costumava usar da tribuna da Assembleia Legislativa para atacar o o governo anterior, vem colaborando pessoalmente para que ilicitudes sejam cometidas na secretaria com o intuito de favorecer amigos e apaniguados.

 Como no caso do LABORATÓRIO INLAB, que tem um contrato de mais de 200 mil reais com a secretaria, cujo propretário é o senhor Fernando Neves, compadre de Ricardo Murad e seu adjunto financeiro no órgão, um verdadeiro absurdo.Outro que goza das “bondades” de Ricardo Murad é o senhor Luiz Henrique Bacelar, que exerce o cargo de “assessor especial” na secretaria, cujo pai é proprietário do HOSPITAL CENTRO MÉDICO, que também foi agraciado com um generoso e rentável contrato de prestação de serviços junto à secretaria.

 Por fim, a secretária-adjunta Socorro Bispo, que viria a ser médica particular das filhas de Ricardo Murad, também estaria interferindo diretamente nos processos de pagamento dos fornecedores da secretaria, pois, segundo as denúncias é ela quem decide quem deve e quem não deve ter o pagamento efetuado primeiro, tem mais, no Hospital Geral tem enfermeira chefa que depois que andou recebendo ligações do Ricardão, tem deixado alguns funcionários com medo de uma tal “lista negra”demissional, sem falar que houve aumento da jornada de trabalho.

 Pelo andar da carruagem tem muito mais coisas a serem reveladas. Em breve publicaremos mais informações com relação a este assunto assim que nos forem enviadas.

Por Ricardo Santos / Imagem: AUSURPADORA

A DEFESA DE SARNEY
Sua Excelência não convenceu

Por Lucia Hippolito

Muito nervoso, maltratando a língua portuguesa, o presidente do Senado, senador José Sarney, foi à tribuna para se defender das críticas, segundo ele, muito injustas, que não respeitam sua biografia.
Não convenceu. Listou vários fatos de sua biografia. Falou dos 50 anos de vida pública,  misturou fatos ocorridos durante a ditadura com ações suas na presidência da República.
Eximiu-se de toda e qualquer responsabilidade pela desmoralização completa por que passa o Senado da República. Repetiu inúmeras vezes que a crise não é dele, é do Senado.
Lamento, mas o senador José Sarney é o maior responsável pela crise.

Não se trata de desmentir ou de apagar a biografia do nobre parlamentar. Longe disso. Quem reescrevia o passado eram os historiadores soviéticos. A história de José Sarney é bem conhecida.
O que há de mais curioso a ressaltar no discurso de quase meia hora é a total falta de compromisso de José Sarney com os últimos dez ou 15 anos da história do Senado. Sarney discursou como se tivesse chegado ontem à presidência da Casa.
Como se não estivesse presidindo o Senado pela terceira vez. Como se não fosse pessoalmente responsável pela criação de cerca de 50 das 181 diretorias recém-descobertas na Casa.
Como se não fosse pessoalmente responsável pela nomeação de Agaciel Maia como diretor-geral do Senado. Como se não tivesse legitimado uma série de atos de Agaciel Maia e do diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi.

Não é trivial privatizar o Senado da forma como o Senador José Sarney o fez. Tinha até outro dia um neto e duas sobrinhas empregados. Recebia auxílio-moradia tendo residência particular em Brasília e tendo à sua disposição, desde fevereiro, a residência oficial do Senado.
Sua estrategista de campanha era também diretora do Senado. Exonerada para fazer campanha, teve a exoneação cancelada (tudo através de documentos sigilosos).
Sua casa em São Luis era protegida por seguranças do Senado... embora ele seja senador pelo Amapá.

Semana passada, sua Excelência foi padrinho de casamento da filha de Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado. Que agora, depois de prestar relevantes serviços ao senador Sarney, está sendo jogado às feras. Pelo senador Sarney.
O senador José Sarney não tem direito de afirmar que a crise não é dele.
Quando tenta diluir a crise do Senado brasileiro na crise de representação mais geral, que acontece em muitos parlamentos do mundo, o senador tenta uma manobra esperta.
É verdade que há crise em outros países, mas lá os parlamentares renunciam, pedem desculpas públicas, devolvem o dinheiro desviado. Alguns até se matam.
Não se espera nenhuma atitude radical por parte do senador Sarney. Nem mesmo a renúncia à presidência do Senado virá por livre e espontânea vontade.
Mas o clima de rebelião entre os funcionários do Senado é evidente. A forte reação da opinião pública também.
Uma vez o senador José Sarney contratou a Fundação Getúlio Vargas para fazer um diagnóstico da situação do Senado e propor medidas. Deu certo. Nada aconteceu.
Desta vez, repetiu a manobra. Mas suspeito muito de que não vai funcionar.
Os tempos são outros, Excelência.

DISCURSO VAZIO DE SARNEY NÃO CONVENCEU

 O jornalista do “Bom dia Brasil” da Rede Globo, Alexandre Garcia, comentou hoje, pela manhã, sobre o pronunciamento de José Sarney (PMDB-AP) ontem no Congresso referente aos escândalos que o envolvem desde que assumiu a presidência do Senado. Segundo ele, Sarney, em seu pronunciamento, continua a pensar que palavras substituem atos ou corrigem o malfeito, argumento que de acordo com Garcia, seria perfeito para um suplente que tivesse assumido ontem. E finaliza com a seguinte comparação: “como nos filmes de ficção, é preciso acreditar que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência”.

CHARGE ELETRÔNICA JORNAL PEQUENO - CAMPANHA SAI, SARNEY!

Sarney se diz injustiçado e afirma que falta respeito aos homens públicos

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse hoje que está sendo injustiçado e que sua história não está sendo honrada. Ele subiu à tribuna do Senado para se defender das denúncias de irregularidades no comando da Casa.

"Querer colocar nas costas de todos nós, principalmente eu, pelo que aconteceu ou pode ter acontecido, nós estamos apurando, é realmente uma coisa injusta para não dizer que vou mais longe. Quais foram os fatos que estou sendo acusado. Depois de 50 anos de vida pública...", disse ele.

O último escândalo envolve os mais de 500 atos secretos publicados ao longo dos últimos 14 anos no Senado e que foram usados para nomear, exonerar e aumentar salários de pessoas ligadas ao comando da Casa.

Sarney teve duas sobrinhas nomeadas por ato secreto: Maria do Carmo de Castro Macieira e Vera Portela Macieira Borges. Seu neto foi nomeado e exonerado do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) por ato secreto.

Ele disse que isso não é motivo para faltarem com respeito à sua história. "Ver agora a pessoa sendo julgada porque uma neta minha e um neto meu [...] E por isso querem me julgar perante a opinião pública desse país? É a gente ter uma falta de respeito pelos homens públicos que nós temos."

Sarney afirmou que não sabia que Cafeteira tinha empregado seu neto. "Porque pedi ao senador Delcídio que uma sobrinha da minha mulher, que é do Ministério da Agricultura, fosse designada para o gabinete dele? Que um neto meu foi nomeado para o gabinete do senador Cafeteira. Eu não pedi e não sabia. Ele próprio disse que não me falou, porque se dissesse talvez não tivesse concordado."  (Da Folha Online)

 Realmente da muita pena, ver um homem público com tamanha capacidade que é Zé Sarney ser injustiçado. Diante de uma pequena retrospectiva, me pergunto que culpa tem ele de mandar prender o ex-governador José Reinaldo usando seu prestigio junto à justiça e até à PF para satisfazer os caprichos de uma filha mimada? Que culpa Sarney tem de não deixar o governador cassado do Estado trabalhar e  tirá-lo do cargo no tapetão para colocar a sua filha Rosengana? Que culpa tem ele ser Presidente do Senado só para abafar uma investigação da PF que envolve o seu filho Fernando Sarney, tudo isso pra mostrar pro Lula quem manda? Que culpa ele tem de ter  maior império de comunicação do Brasil para manipular pessoas em um Estado que tem um dos maiores índices de analfabetismo do país? Que culpa tem  mandar durante quarenta anos no Maranhão, transformando-o no Estado mais pobre do Brasil e tem o menor IDH do País e devolver para reformar o convento das merces para o Estado( e quando mudar de governo ele vai querer de volta para dita fundação todo reformado) só pra satisfazer seu ego? Agora Sarney enche a boca para falar dos avanços e melhorias que vez para povo brasileiro, concerteza se ele não fizesse outros fariam, portanto mudança e avanço são ferramentas que o tempo exige.
E agora você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, Você que faz versos que ama protesta.
E agora José?

Por Paulo Nogueira

SOBRINHA DO GENRO DE SARNEY É ASSISTENTE PARLAMENTAR EM ATO SECRETO NO SENADO

Uma sobrinha de Jorge Murad, genro do presidente José Sarney (PMDB-AP), foi nomeada para o cargo de assistente parlamentar no gabinete da Liderança do PTB há mais de dois anos. O ato foi publicado em boletim administrativo suplementar, suspeito de ter sido usado pela Casa para esconder normas internas. Alguns desses boletins suplementares têm sido divulgados com atraso e revelado regalias e irregularidades.

Isabella Murad Cabral Alves dos Santos, nomeada em fevereiro de 2007, é arquiteta e, pela função de assistente parlamentar no PTB, recebe R$ 1,5 mil. Tentou-se localizar Isabella na liderança do PTB. Foi informado, de início, que não havia ali ninguém com tal nome. Depois, um funcionário afirmou que talvez fosse uma pessoa que só trabalha pela manhã. A reportagem conseguiu um telefone da moça no Maranhão. Uma senhora que se identificou como avó da sobrinha de Murad informou que ela estava “estudando no exterior” e que só retornaria em julho. Procurado pela reportagem, Sarney informou, por meio de sua assessoria, que não se manifestaria sobre o assunto.

Os cargos comissionados nas lideranças dos partidos são, normalmente, fatiados pelos senadores que representam a legenda na Casa. Assim, cada um tem direito a preencher uma cota de funções na estrutura partidária. Eleito pelo Maranhão e aliado de Sarney, Epitácio Cafeiteira é dos integrantes do PTB. Foi no gabinete dele que estava lotado João Fernando Sarney, neto do presidente do Senado exonerado por causa do nepotismo e substituído pela própria mãe.

Foi identificada também uma prima da governadora Roseana Sarney (MA) no Senado. Maria do Carmo de Castro Macieira foi nomeada por meio de ato cujo teor só agora se soube. O documento determinou o ingresso dela num cargo no gabinete ocupado pela própria Roseana, então senadora pelo PMDB do Maranhão. Descobriu-se ainda que uma sobrinha de Marly Sarney — mulher do presidente do Senado —, foi nomeada para servir ao senador Delcídio Amaral (PT-MS) em Campo Grande.

Sarney resolve demitir diretor

Para aplacar a crise dos atos secretos, presidente do Senado decide substituir José Alexandre Gazineo, atual diretor-geral da Casa

Izabelle Torres, Marcelo Rocha e Denise Rothenburg

 

Sufocado por um novo escândalo e com os adversários políticos a postos para tentar lhe puxar o tapete, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), resolveu agir rápido. Reuniu assessores, ouviu aliados e decidiu substituir o atual diretor-geral da Casa, José Alexandre Gazineo, a fim de tentar frear a crise dos atos secretos. Sarney pretende colocar no lugar de Gazineo um servidor de carreira, sem ligações com o grupo liderado pelo ex-diretor Agaciel Maia e que não represente facções de funcionários. Na falta de um nome com esse perfil, e diante da intensa pressão dos diferentes grupos da Casa para interferir nas indicações, Sarney não descarta a possibilidade de escolher alguém de fora do Senado.

Ontem, o senador pediu a assessores de confiança que analisem nomes, fichas profissionais, o histórico de relações internas dos postulantes e lhe apresentem uma lista. Deixou claro que não pretende repetir o erro de trocar o atual ocupante do cargo por pessoas com potencial para, mais tarde, protagonizar a reedição de escândalos. Gazineo é a opção que está mais ao alcance das mãos do peemedebista, pressionado pela opinião pública. O diretor-geral se enfraqueceu após a revelação, pelo Correio, de que beneficiou, com uma nomeação para cargo comissionado, um servidor investigado por fraudes em licitações.

Além disso, descobriu-se que Gazineo tirou proveito dos atos secretos ao ser indicado para compor comissão especial, na qual recebeu adicional salarial de até R$ 2,6 mil, com “efeitos financeiros” retroativos a 10 meses. A decisão de afastar o atual diretor não representa apenas a mera disposição de Sarney de abafar a crise. O foco do presidente é enfraquecer o movimento de articulação de senadores contra sua permanência no cargo. Nos bastidores, parlamentares ensaiam discursos pela renúncia de Sarney. Alegam que as nomeações de parentes dele por atos secretos não lhe dão condições de continuar no cargo.

A ofensiva sobre Sarney também decorre do fato de, sob sua gestão, ter sido criada a estrutura investigada por suspeitas de irregularidades. Os nomes dos consultores Fábio Gondim e Bruno Dantas, ambos dos quadro de funcionários efetivos, são ventilados como eventuais candidatos ao posto de diretor-geral caso a substituição de Gazineo seja, de fato, o caminho trilhado por Sarney. Não será, porém, um processo tranquilo. Há resistências internas contra a dupla. Além disso, o presidente sofrerá pressão pela manutenção de toda uma estrutura montada ao longo de 15 anos.


Boi de piranha

Existe ainda o fator político-partidário. A indicação de Gazineo como o bode expiatório da crise não estanca a sangria instalada na Casa. Além da disputa travada entre grupos de funcionários, o momento vivido pelo Senado expõe as feridas abertas desde a eleição de fevereiro, quando Sarney foi eleito presidente da Casa. Insatisfeitos com a derrota, apoiadores da candidatura do petista Tião Viana (AC), incluindo representantes dos PSDB, partiram para a guerra nos bastidores. É o que alegam aliados de Sarney.

No feriadão, o petista foi apontado como um dos incentivadores da reunião suprapartidária para tratar da matéria. O gesto foi interpretado como tentativa de retomar espaço político e, assim, cavar uma nova candidatura à Presidência da Casa. O problema é que Tião não amealhou um só voto que lhe garanta a vitória ou mesmo assegure uma candidatura. Em plena crise, todos aqueles que apoiaram Sarney continuam ao lado dele (leia mais ao lado).

Entre os senadores, há quem veja a retomada do velho clima que colocou em campos opostos PT e PMDB, em janeiro. De um lado, o grupo de Sarney. De outro, o dos petistas. A equação dos bastidores indica que ou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta do Cazaquistão disposto a arbitrar essa briga, ou a disputa vai contaminar as votações neste um ano e meio que resta de mandato.


Discurso de contra-ataque

Denise Rothenburg

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), passou as últimas 24 horas preparando uma reação para se antecipar às possíveis cobranças que virão hoje no plenário e contabilizando apoios. No início da noite, num encontro com os líderes do PMDB, Renan Calheiros (AL), e do PTB, Gim Argello (PTB), aliados que sustentaram sua candidatura à Presidência da Casa desde o início, começou a preparar o discurso que pretende fazer hoje na tribuna da Casa.

A ordem é resistir e trabalhar para retomar o controle da situação, até porque a análise prática feita pelo grupo mostra que os votos de Sarney não escoaram para o grupo que trabalha a fim de lhe arrancar do comando da Casa. Sarney conta com o apoio do PTB e da maioria do PMDB. O Democratas, fiel da balança na eleição para o Senado, se mantém na mesma linha: não dá para ajudar a trocar Sarney por um nome do PT. E, para completar, os votos espalhados por outras legendas continuam fiéis até mesmo no próprio PT, onde um grupo vive uma eterna guerra por espaço de poder.

As pressões por um afastamento tiveram efeito contrário para Sarney e seus aliados. Alguns chegaram a lembrar o tempo em que ele deixou o antigo PDS, nos estertores da ditadura militar. Na ocasião, o ex-presidente disse que até aceitava sair, mas nunca humilhado. Por isso, seus mais fiéis escudeiros garantem que não será agora, depois de tantos anos de janela, que o peemedebista irá ceder sem lutar.

Atos secretos serviram para negociação de cargos entre senadores

HUDSON CORRÊA
ADRIANO CEOLIN
LEONARDO SOUZA
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Atos secretos do Senado foram usados para uma troca de nomeações entre os gabinetes do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e do então colega Edison Lobão (PMDB-MA), que hoje exerce o cargo de ministro de Minas e Energia.

Diretor-geral do Senado à época, Agaciel da Silva Maia nomeou em 8 de outubro de 2003 a filha de Crivella, Deborah Christine, para o gabinete de Lobão, que exercia mandato. Nesse mesmo dia, Renato Lobão Ferreira foi exonerado do gabinete de Lobão e nomeado para o de Crivella.

Renato Lobão é filho de Célio Lobão, que foi chefe da Casa Civil do governo de Edison Lobão no Maranhão, entre 1991 e 1994. Renato nega ser da família do ministro e diz que tem como provar. Mas a mulher do ministro, a deputada Nice Lobão (DEM-MA), diz que Célio é primo distante de seu marido.

Conforme a assessoria do senador Crivella, "cogitou-se nomear" Deborah no gabinete de Lobão e, em troca, empregar Renato, mas logo os senadores desistiram da ideia. Diante do recuo, "não houve posse e em 30 dias o ato perdeu a validade", afirma a assessoria.

O ato secreto, porém, se tornou público apenas em maio deste ano e pode ser acessado na intranet do Senado. Não há registro de outra medida anulando a nomeação, mas a assessoria disse que, sem a posse, ele perdeu a validade em 30 dias.

A reportagem não conseguiu falar com Deborah. Uma secretária do senador Lobão Filho, que assumiu a vaga de Edison Lobão após ele ser nomeado para o ministério, informou que a filha de Crivella não trabalha no seu gabinete.

Requisitado

Renato Lobão Ferreira nega ter conhecimento do ato secreto e afirma nunca ter sido lotado no gabinete de Crivella.

Ele, que não é concursado do Senado, contou que foi requisitado pelo então presidente da Casa Humberto Lucena, entre 1994 e 1995, para trabalhar na área de informática. Renato disse que era servidor do antigo Ministério do Interior, hoje da Integração Nacional: "Eu trabalho com informática desde 1977. Tenho uma ampla experiência e formação nessa área".

Ele afirma trabalhar atualmente na Secretaria Especial de Informática no desenvolvimento de páginas na internet para os senadores e diferentes setores da Casa. Segundo Renato, seu pai não é parente direto do ministro de Minas e Energia e que a família Lobão é muito grande no Maranhão.

A reportagem procurou ontem o Ministério de Minas e Energia, mas até a conclusão desta edição a assessoria não telefonou de volta com uma posição do ministro. A Folha não conseguiu falar com Agaciel Maia sobre o caso.

De acordo com os atos que começaram a vir à tona, o boletim foi editado pelo então diretor de recursos humanos do Senado, João Carlos Zoghbi.

Ele também deixou o cargo em março, após a denúncia de que emprestou apartamento funcional do Senado para os filhos. Os atos secretos também serviram para nomeações de filhos de Zoghbi.

Sarney diz que não errou e descarta deixar presidência do Senado

da Folha Online

 Acuado por uma série de desvios administrativos dentro do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), 79, afirma que não errou ao indicar parentes para cargos na Casa e que não irá renunciar, informa reportagem de Fernando Rodrigues e Valdo Cruz, publicada nesta terça-feira pela Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

"Olha, eu acho que eu tenho um nome que deve ser julgado com respeito pelo país. Eu tenho uma biografia, nunca alguém associou minha vida pública ao nepotismo. Os fatos que colocaram estou mandando examinar. O que estiver errado, se corrija. Se eu tiver algum erro, eu sou o primeiro a corrigir. Mas acho que nunca conduzi de outra maneira que não fosse com correção."

Sarney disse, sem citar nomes, suspeitar de sabotagem interna. "Não descarto essa hipótese. Até porque falam dos atos secretos, mas só aparecem os meus. Não tenho provas."

O peemedebista considera necessário mudar regras, mas afirma que erros praticados no passado podem ficar sem punição, pois "cada um deve julgar o que fez de errado e de certo". Ele afirmou que vai "exercer [o cargo] até o fim". "Minha vida foi sempre feita de desafios."

Sarney ainda reafirmou não ter percebido que recebia R$ 3.800 de auxílio-moradia por mês e disse que a nomeação de um neto teria sido à sua revelia. Sobre as sobrinhas, considera não haver erro.

"Não tenho nenhuma responsabilidade sobre o auxílio-moradia. No caso da minha sobrinha, eu estou assumindo. Não cometi erro nenhum. Querer julgar toda a minha vida por eu ter pedido por uma sobrinha de minha mulher, acho extremamente errado, uma injustiça em relação a mim. Eu deveria ser julgado com mais respeito. Sou o parlamentar mais antigo neste país. Estou fazendo um esforço grande na minha idade."

Fernando Sarney desafia Charles Darwin

Os Jornais Folha de São Paulo e O Globo publicaram no último domingo artigo de autoria do renomado Elio Gaspari. No Maranhão, o mesmo autor é costumeiramente comtemplado nas páginas de O Estado do Maranhão. Este último, naturalmente, foi censurado pelo jornal. Veja o texto na íntegra abaixo:


O senador maranhense Epitácio Cafeteira foi categórico numa conversa com o repórter Rodrigo Rangel: "Eu contrato quem eu quero e não sabia que tinha que pedir autorização a vocês da imprensa".


O problema não é de autorização, mas de compostura. Há 22 anos, o empresário Fernando Sarney, filho do ex-presidente e dono de eletrizante fortuna, procriou fora do casamento com uma ex-candidata a Miss Brasília. Cafeteira colocou o moço na bolsa da Viúva dando-lhe um emprego de R$ 7,6 mil mensais em seu gabinete. Pressionado pelas restrições ao nepotismo, demitiu-o e, para equilibrar o orçamento desse ramo da família de Fernando Sarney, contratou a mãe. Tudo com a discrição dissimulada das casas-grandes.


O filho do ex-presidente tem patrimônio e renda suficientes para pagar R$ 7,6 mil mensais com dinheiro do seu bolso. Para o padrão de consumo do andar onde circula, essa quantia equivale a duas caixas de bom vinho, ao custo de um jantar para 15 pessoas ou ao hotel na Europa num feriadão. Fernando Sarney não precisava passar a conta de seu filho para a Viúva. O episódio não assombra pelo aspecto corrupto nem mesmo pela avareza. O que ele traz de pior é a exposição da decadência.


Nas palavras de Cafeteira: "Eu devia favores ao Fernando. Ele me ajudou na campanha". Fica faltando o senador dizer que favores e quanto valeram. No ano do bicentenário de Charles Darwin, Fernando Sarney tornou-se uma peça para o estudo da regressão das espécies.


(Publicado Originalmente na Folha de São Paulo, edição de 14/06/2009)

O NOVO HIT DA OLIGARQUIA - PANELINHA

Sarney usa ato secreto para criar cargo para sobrinha

da Folha de S.Paulo, em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), utilizou um boletim secreto para nomear sua sobrinha Vera Portela Macieira Borges para um cargo na Casa, fora de Brasília.

Apesar de ser oficialmente funcionária da presidência, Vera está lotada no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), em Campo Grande. A assessoria do senador petista diz que ela exerce funções administrativas e afirma que desconhecia o fato de ela ser parente de Sarney.

Ainda segundo a assessoria de Delcídio Amaral, Vera foi trabalhar em seu gabinete por pedido do próprio presidente do Senado. Delcídio afirma que não manterá a funcionária agora que descobriu o parentesco.

O caso foi divulgado ontem pelo jornal "O Estado de S.Paulo", que revelou ainda o salário (R$ 4,6 mil) da sobrinha de Sarney. De acordo com a reportagem, funcionários de gabinete de Delcídio disseram não conhecer Vera Portela Macieira Borges.

Vera é filha de José Carlos de Pádua Macieira, irmão de Marly Sarney, mulher do presidente. Súmula do STF (Supremo Tribunal Federal) proíbe a nomeação de "parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau".

Sarney não foi localizado para comentar o caso. Sua assessoria confirmou os dados, mas alega que a nomeação reservada aconteceu "por um erro técnico". Disse ainda que Vera é, na verdade, funcionária de carreira do Ministério de Agricultura cedida para a presidência do Senado. Como em 2003 ela se mudou por razões pessoais para Campo Grande, foi cedida ao gabinete de Delcídio.

Sarney estava na presidência do Senado quando a sua sobrinha foi nomeada como assistente parlamentar.

O peemedebista também utilizou os atos secretos para nomear a mãe de um dos seus netos para trabalhar no gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA).

Rosângela Terezinha Gonçalves foi contratada depois que seu filho, João Fernando Sarney, teve que ser exonerado após a edição da súmula do Supremo que proibiu o nepotismo nos Três Poderes. O pai de João é Fernando Sarney, filho do presidente do Senado.

Na semana passada, quando foi tornada pública a existência dos atos secretos do Senado, o presidente da Casa, José Sarney, disse desconhecer tal prática.

Boletins de nomeações e de medidas administrativas são considerados secretos quando não são divulgados na intranet do Senado ou são divulgados meses e até anos depois de sua publicação.

Reportagem da Folha de ontem revelou que o Senado usou os atos secretos para criar 15 cargos em comissões, que beneficiaram Agaciel Maia, ex-diretor do Senado, e o funcionário Osvaldinho Gonçalves Brito, braço direito de Sarney há 40 anos.

Com a mesma técnica, o Senado tornou permanente adicionais salariais para um grupo seleto de servidores e reajustou o valor do auxílio-alimentação de forma retroativa.

Um dos atos secretos transformou comissões temporárias em permanentes. Dentro do Senado, a participação nessas comissões é muito disputada pelos servidores, porque seus integrantes ganham um adicional mensal de R$ 2.300 em seus salários.

Todos os atos desde 1995 até março deste ano estão sendo analisados. Uma comissão interna, criada há cerca de 15 dias, está estudando exatamente o período em que Agaciel Maia esteve à frente da Diretoria Geral. Em outra frente, o procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus Marsico, solicitou a abertura de processo sobre os atos secretos, a punição dos responsáveis pela medida e a devolução aos cofres públicos de todos os recursos públicos liberados por meio dos atos secretos.

Agaciel Maia alega que não existem atos secretos, mas sim erros de publicação, e se diz perseguido politicamente. Ele deixou o posto de diretor após a Folha revelar que possui uma casa avaliada em R$ 5 milhões não declarada à Justiça.

Segundo Agaciel Maia, ele não é responsável pelas decisões que visavam aumentar o número de cargos no Senado --nem pelo fato de os gabinetes preencherem essas vagas.

A informação sobre os atos secretos é mais um capítulo na crise por que passa o Senado desde o início da gestão Sarney. Ele assumiu o cargo em fevereiro deste ano, quando vieram à tona uma série de escândalos.

A Sobrinha Secreta

Depois do neto secreto e da nora secreta, agora é a sobrinha secreta.

A revelação está na primeira página de O Estado de São Paulo, edição de hoje. "Por Ato Secreto, Sobrinha de Sarney Vira Fantasma". No caderno Nacional da mesma edição, é manchete na primeira página – "Ato Secreto Deu Cargo no Senado a Sobrinha de Sarney que Mora em MS".

Isto mesmo em Mato Grosso do Sul!

A matéria é ilustrada com uma enorme foto do Presidente do Senado pousando o dedo indicador da mão direita sobre a boca fechada, bem no meio dos lábios, naquele gesto conhecido de quem faz psiu pedindo silencio.

Se é tudo secreto, o que mais querem saber? Psiu...

Segundo o jornal, a sobrinha entrou na folha de pagamentos do Senado em 24 de março de 2003, quando o atual Presidente do Senado ocupava o cargo pela segunda vez. Salário de assessora parlamentar da Presidência – 4 mil e 600 reais.

O Senador Sarney, é verdade, não sabia de nada.

A contratação da moça teria sido artimanha do então Vice - Governador do Maranhão, Jose Reinaldo, seu aliado à época, quando já pensando em ferir-lhe a reputação de administrador probo e competente, teria usado do prestígio de que desfrutava então junto a Roseana Sarney para induzir o Diretor Geral, Agaciel Maia, a realizar a nomeação secreta.

Por Edson Vidigal

JORNAL O ESTADO DO MARANHÃO APÓS CALUNIAR RUBEM BRITO TIRA CARTA DE SEGURO CONTRA AÇÃO DE INDENIZAÇÃO

O jornal “O Estado do Maranhão”, na edição do dia 11 de junho, na sua coluna intitulada O Estado Maior, do feriado de “Corpus Christi”, sob nota intitula “pingos nos is”, de forma velada, após ter afirmado em duas edições anteriores, que o Eng. RUBEM BRITO, ex-Deputado Estadual, ex-presidente da CAEMA, ter vendido lotes de terras no Parque Estadual do Batatã. Tenta, agora, se resguardar de uma eventual ação judicial por crime de calúnia e, conseqüente, indenização por danos morais e materiais, providencia esta que o ex-Deputado já havia anunciado na imprensa que iria tomar, diante das calúnias que lhe foram assacadas.

Como o leitor pode observar não lhes falta à dissimulação, arrogância, maldade e omissão de responsabilidade, atributos que já se constituem características do caráter do sócio-fundador do jornal O Estado do Maranhão, o atual Presidente do Senado, Senador José Sarney.

Eis a integra da nota “pingos nos is” do jornal O Estado do Maranhão, acima mencionada.


“PINGOS NOS IS.
Em nota à coluna, a direção da Caema informa que não tinha conhecimento da venda de terreno pertencente à companhia na área do Batatã, “para amortização de dívidas”, na gestão anterior. Esclarece que só soube do caso quando o jornal publicou a informação e que, com base nela, acionou a área jurídica para colocar
tudo em pratos limpos. O presidente João Reis Moreira Lima afirma que não acusou nem acionou judicialmente ex-presidente Rubem Brito”.

Matéria do JORNAL DA MENTIRA

Após demissão de neto de Sarney, mãe herdou vaga

Um dia após a revelação de que um neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), passou 18 meses pendurado na folha de pagamento do Senado como funcionário do gabinete de um senador amigo da família, eis que surge mais uma polêmica. Assim que o garoto foi demitido, em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal que proibiu o nepotismo no poder público, a mãe dele foi contratada - para o mesmo cargo, no mesmo gabinete, e com o mesmo salário.

A nomeação do estudante João Fernando Michels Gonçalves Sarney foi revelada na edição de ontem do jornal O Estado de S. Paulo. O caso veio a público graças ao surgimento de 300 boletins secretos em que parentes e amigos de senadores eram nomeados para cargos no Senado sem que seus nomes aparecessem em publicações oficiais. A demissão do garoto foi publicada num desses boletins, o que, à época, permitiu que a contratação passasse despercebida. João Fernando, de 22 anos, é filho do empresário Fernando Sarney, primogênito do senador.

Em 2 de outubro passado, ele teve de ser exonerado. Como não pôde ficar no posto, sob pena de o Senado estar descumprindo a ordem do Supremo, apelou-se para uma solução literalmente caseira. João Fernando deixou de receber o salário, mas o contracheque continuou a chegar em sua casa. Desta vez, em nome de sua mãe. Vinte dias após a exoneração do neto de Sarney, a mãe dele foi contratada como secretária parlamentar do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), aliado político do senador Sarney. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

MSN NOTÍCIAS

LUCIA HIPPOLITO ESCANDALO DO NETINHO DO SARNEY

 

PISANDO NO PRÓPRIO RABO!!!

Por Ricardo Santos

O super secretário e governador de fato Ricardo Murad, que dentre suas atuais atribuições também é pauteiro do sistema mirante, anunciou com grande estardalhaço que as praias de São Luis, serão interditadas para banho, por estarem poluídas pela quantidade de esgotos diariamente derramados ao longo de décadas.

A intenção principal não é cuidar das parais e sim tentar atingir o prefeito João Castelo, implacavelmente perseguido pelo império de comunicação de propriedade da família Sarney/Murad. Porém, esquecem de citar que se hoje as belas praias da capital maranhense encontram-se neste lastimável estado, tem como principal culpado a oligarquia Sarney que durante quase 50 anos no poder nada fez para melhorar as condições de vida do povo.

 Para onde será que vão os esgotos das mansões da família Sarney na praia do Calhau e na Ilha de Curupu? Será que ainda usam latrinas? Para quem acha que o povo gosta de morar em casa de taipa, quem sabe?
 
Por que ao longo dessas 4 décadas mandando e desmandando no Maranhão, a oligarquia não tomou providências para que fatos dessa natureza fossem evitados? E as estações de tratamento feitas pelo próprio Ricardo Murad quando gerente metropolitano, não funcionam a contento por que?

São indagações pertinentes que carecem de respostas urgentes.

Sarney é padrinho de casamento da filha de Agaciel

No Senado, a convivência costuma levar à cumplicidade. Que acaba por forjar indissolúveis amizades.

 O senador José Sarney e o servidor Agaciel Maia cultivam um desses relacionamentos fraternais.

 Na noite desta quarta (10), Sarney ofereceu a Agaciel uma demonstração do apreço que nutre por ele.

 O presidente do Senado foi à cerimônia de casamento de Rodrigo Cruz com Mayanna Maia, filha de Agaciel e de Sânzia Maia. Sarney foi padrinho da noiva.

 Por uma dessas ironias que só o destino sabe tricotar, Sarney inaugurara a quarta-feira distribuindo explicações no Senado.

 Vira-se envolvido numa notícia levada às páginas pelos repórteres Leandro Colon e Rosa Costa.

 A reportagem informara que, sob a direção-geral de Agaciel Maia, o Senado editara algo como 300 atos administrativos secretos.

 Documentos redigidos para prover cargos e reajustes salariais a amigos e parentes de senadores e de servidores graduados do Senado.

 Entre os beneficiários estava um neto de Sarney. Chama-se João Fernando Michels Gonçalves Sarney. Trabalhara à sombra no gabinete do maranhense Epitácio Cafeteira.

 Em entrevista, Sarney disse que o caso dos atos secretos veio à luz justamente porque o primeiro-secretário Heráclito Fortes nomeara comissão para corrigir o malfeito.

 Disse que o Neto, já exonerado, não fora acomodado na folha salarial do Senado a seu pedido. O senador Cafeteira agira por conta própria.

 Renan Calheiros, outro senador que nutre por Agaciel uma cúmplice amizade, também foi ao casamento da filha dos Maia.

 Ex-presidente do Senado, Renan frequentara também ele, a lista de convidados ao privilégio das nomeações secretas.

 Valera-se do expediente dos atos sigilosos para empregar na ex-diretoria-geral de Agaciel uma ex-prefeita do município alagoano de Murici, Marlene Galdino.

 Outro político a dar as caras no casamento que movimentou a noite da Capital foi o ministro Edson Lobão (Minas e Energia).

 Conhece Agaciel Maia de priscas eras. Antes de tornar-se diretor-geral, Agaciel dirigira a gráfica do Senado.

 Nessa ocasião, permitira que as prensas do Senado rodassem peças de campanha eleitoral de quatro políticos:

 Humberto Lucena, já morto, e três expoentes do grupo de Sarney: Roseana Sarney, Edison Lobão e Alexandre Costa.

 No último mês de março, depois de um mandarinato de 14 anos, Agaciel foi afastado da direção-geral.

 Sarney viu-se compelido a exonerá-lo após se descobrir que o pupilo ocultara a posse de mansão de R$ 5 milhões sob o nome do irmão, o deputado João Maia (PR-RN).

 Num instante em que o Senado está imerso em crise moral, a festa de casamento da filha de Agaciel desce à crônica social como evidência de que nem tudo está perdido.

 Sobrevive em Brasília ao menos um valor essencial à vida. Continua sólidas as amizades.

Blog do Josias de Souza

O auxílio-moradia de Sarney é maior que a renda per capita do Maranhão

Blog do Augusto Nunes - Revista Veja

Ninguém provido de cérebro estranhou a notícia de que, embora esteja assentado na residência oficial do presidente do Senado e tenha uma casa em Brasília, José Sarney figura na lista dos premiados com o salário-moradia, que a cada mês engorda em R$3,8 mil a conta bancária dos pais da pátria. Aquela frase sobre a liturgia do cargo foi só uma frase. Espantosa é a declaração forjada pelo ex-presidente da República para justificar mais um brasileiríssimo absurdo.

 

“Peço desculpas pela informação errada que dei”, começou Sarney, que dois dias antes negara a verdade documentada. “Eu nunca pedi auxílio-moradia e, por um equívoco, a partir de 2008, segundo me informaram, estavam depositando o valor na minha conta”, avançou a procissão de vírgulas arquejantes e sujeitos indeterminados.

 

Nunca pediu auxílio-moradia? Nem poderia ter pedido: a boca-livre foi revogada há tempos. “Por um equívoco”, alegou Sarney. Quem se equivocou? “A partir de 2008″. A partir de que mês? Dezembro? Ou janeiro? “Segundo me informaram”. Quem informou? Quais pessoas informaram? “Estavam depositando”. Quem estava? “O valor”. O feliz depositário acha dispensável explicitar a quantia?

 

Na forma, a declaração não honra um imortal da Academia. No conteúdo, sugere que o político José Sarney, e é esse o lado espantoso da história, descolou-se de vez do Brasil real — e, sobretudo, da capitania que domina há 50 anos. Em 2008, a renda per capita do Maranhão ficou pouco acima de R$ 3 mil. Só com o auxílio-moradia, o morubixaba ganha a cada mês bem mais do que um maranhense comum demora um ano para juntar.

 

O que para Sarney é uma ninharia, incapaz de chamar-lhe a atenção quando entra na conta bancária, é para os outros o preço da vida que é possível ser vivida.

 

Rubem Brito nega venda de lotes do Parque do Batatã

O ex-presidente da CAEMA, Rubem Brito, negou, nesta terça-feira(09/06), de forma enfática, que a empresa tenha comercializado lotes do Parque do Batatã, no período em que ele comandou a companhia.
Rubem Brito explicou que, até pelo fato do parque ser uma reserva ambiental de propriedade do Governo do Estado, a CAEMA nem se quisesse, poderia ter vendido lotes do Batatã.

Rubem Brito disse que quem deu área do Parque do Batatã para a empreiteira baiana OAS instalar um canteiro de obras foi a governadora Roseana Sarney, na gestão anterior. O ex-presidente da CAEMA revelou que a área foi ‘doada’ através de projeto de lei enviado naquela época para apreciação da Assembleia Legislativa. Brito disse que, ao contrário da governadora, ele fez de tudo para preservar o parque, colocando segurança armada por 24 horas, apesar de não ser responsabilidade da CAEMA.

Para Rubem Brito, a nova denúncia contra ele “nasceu de forma leviana”, assim como no episódio em que o novo governo tenta imputar para a ex-gestão da CAEMA responsabilidade num acordo judicial firmado por uma construtora. O ex-presidente anunciou que vai processar criminalmente os autores das acusações, por calúnia, e aproveitou para explicar que não foi dirigente da COLISEU, “em momento algum”, ao rebater outro assunto quem vem sendo explorado pelo grupo Sarney.

Rubem Brito afirmou que não dirigiu a COLISEU quando foi secretário de Obras do Governo Jackson, função que foi desempenhada por Pedro Fernandes, Tadeu Lima e Policarpo Costa Neto.

COM O GOVERNO BIÔNICO PARADO A OPOSIÇÃO COMEÇA ANDAR

A reunião da Frente de Libertação que aconteceu segunda-feira na cidade de Pinheiro, foi um grande sucesso.

Domingos Dutra, confirmou que o encontro superou as expectativas. “Quem apostou no fracasso da reunião dos partidos de oposição aqui na cidade de Pinheiro quebrou a cara”. Estiveram aqui lideranças expressivas como o ex-governador José Reinaldo, ex-candidato a governador Edson Vidigal, o presidente da Assembleia Marcelo Tavares, os deputados federais Roberto Rocha, Carlos Brandão, Julião Amim, e também os deputados estaduais João Evangelista, Chico Leitoa, Edvaldo Holanda e Penaldon.

Ou seja, realizamos uma festa democrática na cidade de Zé Sarney, que aqui tem quase 100% de rejeição disse o combatente deputado. Também marcaram presença no evento os pinheirenses César Soares, Eri Castro e Geraldo Jr, entre outras lideranças, participaram vários prefeitos do Estado. Sucesso total da frente que caminha unida para a vitória em 2010.

Secom vira sucursal da Mirante

Vendo o diário oficial do governo pif-paf eleito pelos ministros do TSE, pude constatar que a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) está repleta de profissionais do Sistema Mirante, de propriedade da família Sarney. Para quem não sabe, as nomeações vão desde a blogueiro do Imirante até a cargos mais importantes, como a secretaria adjunta e as superintendências de marketing e imprensa. Por falar em blogueiro, coincidência ou não, um deles iniciou a reforma da casa (está mais para mansão) onde mora, num residencial nas proximidades da Cohama. Com o fim da reforma, talvez o palacete do blogueiro imentiriano fique parecido com a do ex-secretário Weverton Rocha, do qual ele a tanto se refere em seu sitio. Mais uma evidência da política “é batendo que se recebe”.

COM O GOVERNO BIÔNICO PARADO A OPOSIÇÃO COMEÇA ANDAR

A reunião da Frente de Libertação que aconteceu segunda-feira na cidade de Pinheiro, foi um grande sucesso.

 Domingos Dutra, confirmou que o encontro superou as expectativas. “Quem apostou no fracasso da reunião dos partidos de oposição aqui na cidade de Pinheiro quebrou a cara”. Estiveram aqui lideranças expressivas como o ex-governador José Reinaldo, ex-candidato a governador Edson Vidigal, o presidente da Assembleia Marcelo Tavares, os deputados federais Roberto Rocha, Carlos Brandão, Julião Amim, e também os deputados estaduais João Evangelista, Chico Leitoa, Edvaldo Holanda e Penaldon.

 Ou seja, realizamos uma festa democrática na cidade de Zé Sarney, que aqui tem quase 100% de rejeição disse o combatente deputado. Também marcaram presença no evento os pinheirenses César Soares e Eri Castro, e a participação de vários prefeitos do Estado. Sucesso total da frente que caminha unida para a vitória em 2010.

Por Ricardo Santos

Greve dos auditores deixa governo sem controle

Por Raimundo Garrone

Qual o interesse de um governo em manter paralisados os seus auditores de despesas a não ser manter sua contas sem o mínimo controle ?

Em greve desde o mês de dezembro, eles esperam agora que Roseana Sarney cumpra com a sua promessa e promova a equiparação salarial da categoria, que acumula perdas desde 2003, quando recebiam salários iguais aos dos procuradores do estado.

A governadora prometeu solucionar o problema em 90 dias, logo após a sua posse em dia 17 de abril. A promessa foi reiterada pelo secretário de administração, Luciano Moreira, e pelo prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando, que é auditor licenciado e que fez questão de intermediar as negociações com o Palácio dos Leões.

Por enquanto está paralisado todo o serviço de fiscalização e avaliação dos programas de governo, o que significa a perca de garantia do controle dos recursos públicos. São os auditores que fiscalizam a devida utilização de todo o orçamento do estado, emitindo parecer sem o qual não poderá o Tribunal de Contas do Estado, aprovar ou rejeitar as prestações de contas do governo.

“A nossa atividade evita o desperdício e garante a qualidade do serviço público. Somos os olhos da sociedade no controle dos bens comuns”, explica Paulo Bello, presidente da Associação dos Auditores do Estado do Maranhão.

Eles são responsáveis pelo controle das atividades das 154 unidades gestoras do estado.

É preciso que se apresente uma solução justa para que os auditores voltem ao trabalho, e a sociedade possa cobrar o serviço pelo qual serão melhor remunerados.

O fantasma volta a rondar

O grupo Sarney não consegue mesmo disfarçar o trauma sofrido em 2006 quando a oposição unida lhe impôs fragorosa derrota. Todo o Maranhão conhece a histórica atuação de José Sarney no sentido de plantar a discórdia entre os partidos que lhe fazem oposição como forma de garantir a perpetuação do seu grupo oligárquico no poder. O seu SNC (Sistema Nazista de Comunicação) não tem descuidado um instante sequer da missão de seguir os passos do grupo que derrotou Roseana. Tentam indispor deputados, prefeitos, vereadores e os políticos de um modo geral, alimentando uma rede de intrigas e fuxicos raramente presenciada em um bordel de quinta categoria. O anúncio antecipado de supostos fracassos das reuniões da nova frente que se forma para aplicar ano que vem outra taca na governadora de “mentirinha,” é a maior prova do pavor que tomou conta da sarneyzada. Criticam a ausência de prefeitos nos encontros, mas sabem que é muito cedo ainda para manifestações ostensivas. Seria no mínimo ingenuidade desafiar agora a fúria usurpadora da “guerreira” que já chegou raspando os recursos das prefeituras antes mesmo de cumprimentar os prefeitos. Chegará a hora certa de os políticos, já tão cansados de serem desrespeitados, ultrajados pela sanha dominadora e autoritária da filhinha mimada de Sarney, mandá-la para casa brincar com os netos.

(J.Canavieira - jcanavieira@hotmail.com)

GOVERNO REVANCHISTA DA BIÔNICA ROSEANA SARNEY DEIXA DE PAGAR SALÁRIOS DE PROFESSORES QUE FORAM CONTRATADOS NO GOVERNO DE JACKSON LAGO!!!


Por Ricardo Santos
Professores contratados pelo estado com contratos firmados ainda no governo Jackson Lago, não recebem salários há três meses e o governo da biônica Roseana Sarney/Ricardo Murad, até o momento não lhes deu nenhuma satisfação.

O Simproessemma, que no governo deposto fez greves e mais greves, também está mudo, pois, segundo informações repassadas ao blog está repleto de aliados do governo biônico.
Seria bom que o atual secretário de educação, César Pires, que, como deputado, da tribuna da Assembleia Legislativa costuma fazer inflamados discursos em favor dos docentes e até agora não se pronunciou viesse a público dar explicações.

 

E o super secretário e governador de fato Ricardo Murad, que no período da greve vivia usuflando professores a fazer badernas em frente o Palácio dos Leões, que entrou na justiça, que fazia todo barulho do mundo, o que será que tem a dizer sobre essa situação?

 

Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Esse governo impostor até agora não disse a que veio e suas realizações são promessas impossíveis de realizar, como a construção de 65 hospitais no interior, que não passa de falácia do rei dos factóides e governador de fato, Ricardo Murad.

 

A governadora biônica, que em seu discurso de posse disse que não perseguiria ninguém, está fazendo exatamente o oposto, além de demitir em massa comissionados em todas as secretarias, usa de revanchismo contra o governador Jackson Lago, prejudicando centenas de professores e pais de família que são cruelmente usados como instrumento de vingança.

De volta ao trabalho

Oposição traça estratégias para derrotar o grupo Sarney em 2010

Zé Reinaldo diz que Sarney caminha para o ocaso definitivo no Maranhão

POR MANOEL SANTOS NETO

Lideranças de oito partidos de oposição começam a discutir sobre a conjuntura política do Estado, para traçar estratégicas que assegurem, nas urnas de 2010, uma nova derrota ao grupo Sarney. Para amanhã (segunda-feira, 8) está marcada uma nova reunião da frente oposicionista, que desta vez deverá acontecer na cidade de Pinheiro.

De acordo com os articuladores do encontro, já confirmaram presença o ex-governador José Reinaldo Tavares, o ex-candidato a governador Edson Vidigal, os deputados federais Flávio Dino, Roberto Rocha, Julião Amim, Domingos Dutra, Pinto Itamaraty, Cleber Verde, Carlos Brandão e Ribamar Alves; o presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Tavares, e diversos deputados estaduais e as lideranças da Baixada Maranhense.

Com oito partidos - PDT, PSB, PT, PSDB, PPS, PCdoB, PSL e PCB -, a frente de oposição realizou a primeira reunião no dia 18 de maio passado, no Auditório Fernando Falcão, da Assembléia Legislativa. O encontro, que marcou a reaglutinação das forças de oposição, foi coordenado pelo ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB).

Em seu discurso, Tavares foi enfático ao declarar que a oposição tem amplas e totais condições de ganhar novamente, em 2010, as eleições no Maranhão, elegendo o governador do Estado, senadores, deputados federais e deputados estaduais. "Da mesma forma que obtivemos aquela memorável vitória em 2006, vamos ganhar, de novo, no ano que vem", afirmou Zé Reinaldo.

Para demonstrar o peso político da reunião, Zé Reinaldo lembrou que dela participaram representantes dos dois principais partidos que dividirão os palanques em 2010 na disputa pela Presidência da República: PT e PSDB. No cenário regional, ele também destacou a importância dos outros partidos, que deram sustentação ao movimento que saiu vitorioso no pleito de 2006, elegendo Jackson Lago governador do Estado.

O ocaso de Sarney - Para Zé Reinaldo, a derrota de Roseana Sarney nas urnas, em 2006, foi uma resposta inequívoca da população ante o atraso a que o Estado foi submetido por décadas. "Os péssimos indicadores sociais fizeram com que o Maranhão fosse tratado em tom de galhofa. Isso motivou o eleitor a trocar de grupo político nas eleições de 2006".

Na avaliação do ex-governador, o grupo Sarney vai ter um ocaso definitivo a partir de 2010. "Este grupo é sustentado nas estripulias que o Sarney faz lá no governo federal. E a partir do ano que vem dificilmente ele continuará com esse poder todo. Sem esse poder todo, que é capaz de tirar um governador eleito pelo povo, e colocar a sua filha, eu não acredito que o grupo Sarney tenha força eleitoral para voltar ao poder no Maranhão", afirmou Zé Reinaldo, que analisa as perspectivas da oposição, nesta entrevista:

Jornal Pequeno - Que objetivos estão sendo traçados pelos partidos de oposição, com vistas às eleições de 2010, no Maranhão?

Zé Reinaldo - O motivo da Frente é, primeiro, mostrar para os nossos amigos, prefeitos, deputados e demais políticos que nós estamos na luta. Que mesmo com o fato de o Jackson ter saído do governo, nós não vamos dispersar o grupo.  E o segundo motivo é a união do grupo para vencermos a eleição, no ano que vem.  Eu acredito que a Frente continuará unida e nós vamos fazer uma próxima reunião, em Pinheiro, na segunda-feira, às 9 horas, para discutir a situação política atual do município e do Estado.  

Estaremos na luta, no ano que vem. Nós estamos vendo que a rejeição da Roseana é muito grande, e que a população não engole a maneira como ela tomou o governo, e se deleita por quatro votos de ministros, substituindo o voto dos mais de 1 milhão e 300 mil eleitores que votaram no Jackson. De forma que vamos para a luta, para ganhar de novo, e desta vez vamos fazer tudo para que o Maranhão não tenha mais o risco de cair nas mãos desta oligarquia, que atrasou muito o Estado.

JP - O deputado federal Flávio Dino seria uma boa opção na disputa de 2010?

Zé Reinaldo - O deputado Flávio Dino é um grande companheiro. É um homem que hoje tem uma projeção nacional. É muito respeitado na Câmara dos Deputados.  Os colegas dele na Câmara têm uma admiração e um respeito muito grande por ele. Eu acho que é um dos maiores quadros novos do Estado. Acredito que o Flávio tem um grande futuro no Estado.  E o Estado precisa de uma renovação grande na política. De forma que eu acho que Flávio marchará conosco nas eleições de 2010.

JP - Flávio Dino seria então um nome para a disputa do cargo de governador?

Zé Reinaldo - O Flávio seria um bom nome, para ser candidato a governador.  Em 2006, havia uma grande parte da população que pedia um nome novo.  Mas não é apenas novo. É um homem que tivesse uma projeção nacional, que tivesse força para impedir que o Sarney fizesse o que quisesse aqui no Estado, através do governo federal.  

JP - E como ficaria Jackson Lago, nessa nova disputa?

Zé Reinaldo - Jackson é um grande companheiro, continua na Frente e ele vai escolher a que ele quer concorrer, no ano que vem.  Ele tem toda a prerrogativa porque, afinal, o mandato que está em curso é o dele. Houve uma usurpação do poder. Mas o mandato que está em vigor é o dele. Ele inclusive teria direito à reeleição.

JP - O senhor admite um cenário em que, por exemplo, tanto Jackson Lago quanto Flávio Dino seriam candidatos ao Governo do Estado?

Zé Reinaldo
- Claro. Eu acho que nós devemos partir com mais de um candidato. Nós temos de lutar para que os dois candidatos representem todas as correntes políticas do Maranhão.  Fazendo isso, eu tenho certeza de que nós venceremos a eleição do ano que vem.

JP - E qual a sua expectativa em relação ao prefeito João Castelo?

Zé Reinaldo
- João Castelo está fazendo seu trabalho, na Prefeitura, perseguido pela Roseana, que tenta tirar o dinheiro que o Jackson deixou para resolver vários problemas de São Luís. O Castelo é um grande companheiro.  Foi um grande companheiro, em 2006, e nós contamos com ele dentro da Frente inclusive para que ele, que tem hoje a maior Prefeitura do Estado, possa participar ativamente, como sempre participou. Acredito muito que ele pode dar uma grande contribuição para a derrota de Roseana no próximo ano.

JP - O senhor mantém a pretensão de disputar o Senado, em 2010?

Zé Reinaldo - Eu acho que o Senado é o meu caminho natural. Porque tudo que acontece contra o Maranhão, acontece através do Senado. Foi ali que cassaram o Jackson. Foi ali que o Sarney reuniu as forças suficientes para impor ao presidente Lula esta decisão. Eu acredito que o Lula não tenha ajudado o Jackson. Pelo contrário. E o Senado é onde tudo o que acontece contra o Estado, acontece ali.  Nós não temos um senador para defender os interesses do Estado do Maranhão.

Então é acho que é o meu caminho natural. Porque, para evitarmos a oligarquia pelo resto dos tempos, é preciso quebrar a força que o Sarney tem no Senado. E eu acho que isto é uma missão, que me seduz muito bem. Mas eu estou à disposição da classe política. A classe política é que vai dizer para onde é que eu vou.               

JP - O senhor acredita que há chances de Roseana também ser cassada?

Zé Reinaldo
- A cassação virá, mas pelo voto do povo em 2010. Nos tribunais nós não temos força para vencer o grupo do Sarney lá dentro, apoiado pelo Lula. Tirar um governador do Estado, contrariar a Constituição, para dar o mandato para uma pessoa que ficou em segundo lugar e que, portanto, não teve maioria dos votos, é algo que virou objeto de estudo dos grandes cientistas políticos, que inclusive já escreveram sobre isto. Embora haja processos e motivos para cassar Roseana, mas eu acredito que não tenha vontade do pessoal desse tribunal para fazer alguma coisa contra ela. Mas, no ano que vem, o povo fará justiça, sem dúvida nenhuma.

Por: Robert Lobato

Jackson Lago relembra: “Sarney é do PC, Partido da Cortiça”

Depois de uma mais de hora e meia de um bom “batendo um papo”  com o governador Jackson Lago (governador, sim, pois foi quem o povo elegeu) saí com a impressão de que o líder pedetista continua o mesmo homem e político decidido a ser ator protagonista da luta pela libertação do estado do Maramhão.

Estive diante de um cidadão simples, de hábitos simples. Fiel ao manequim ao melhor estilo Leonel Brizola, calça jeans e camisa manga longa em tom azul, o governador me recebeu no seu apartamento e conversamos de forma muito traquila e à vontade sobre o momento político pós-golpe, governo Roseana, governo Jackson e as perspectivas das oposições para 2010. Ao final do bate papo, pedi que o governador emitisse opinião sobre as principais lideranças oposicionaistas do Maranhão. Veja, a seguir, os principais pontos do “bate papo” com o governador Jackson Lago.

CASSAÇÃO

Confesso que cometi um erro de avaliação. Não achava que o Sarney teria a coragem de usurpar a vontade popular da forma como fez. Sabia que teria que enfrentá-lo na oposição com todo o poder que possui na República, mas quando percebemos que ele estaria disposto, a qualquer custo, patrocinar politicamente o golpe conta a vontade do povo, já era tarde.

O PODER DE SARNEY

O senador Sarney foi presidente do partido da ditadura. Foi por muito tempo homem de confiança da ditadura e lutou contra as diretas [eleições diretas para presidente]. Mas depois deu um megulho e apareceu como candidato a vice-presidente, das forças conservadoras, na chapa do saudoso Tranquedo Neves. O Tancredo falece e Sarney vira presidente do Brasil. A partir da sua ascensão à presidência da República, Sarney se fortalece e Maranhão perde. Sarney como presidente do Brasil foi a pior coisa que poderia acontecer para o Maranhão. Ou seja, um político que serviu à ditadura militar desde o começo, que comandou a Arena, foi presidente PDS e depois vira presidente do Brasil. Fez um governo fisiológico, distribuiu cargos nos três poderes. Em seguida vira senador por outro estado, presidente do Senado. Muitos acham que o Sarney possui apenas seis senadores, três do Maranhão e três do Amapá. Mas não, depois dos escândalos do Senado, sobretudo com a divulgação da existência de 181 diretorias, mostra que o Sarney tem muito mais do que seis senadores. Ele criou uma rede de relacionamento através de distribuição de cargos, que permite a gente supor que ele tem entre 20$ a 30%  do Senado, daí, inclusive, a fragilidade do presidente Lula em relação a ele. Esse conjunto de fatores explica o seu poder. Alguém da política maranhense dise que o Sarney é do PC, mas não é o Partido Comunista não. É o Partido da Cortiça.
A cortiça que nunca afunda, sempre volta para cima. [essa frase teria sido dita pelo ex-governador, ex-oposicionista ao grupo Sarney e atual senador, Epitácio Cafeteira].

O GOVERNO JACKSON

Avançamos em muitos pontos. Descentralizamos a gestão pública em duas frentes importantes. Em primeiro lugar, institucionalemente, através dos convênios com os municípios, inclusive possibilitando que as cidades fizessem obras que por natureza seria do estado. Ou seja, fortalecemos a municipalidade através de repasses legais do meu governo.

Em segundo lugar, avançamos na descentalização política, ou seja, através da ‘fóruns populares”, onde a sociedade civil organizada participava das discussões das políticas governamentais, inclusive muitas das demandas populares foram contempladas no orçamento do Estado.

Contudo, não avançamos no sentido de trazer para dentro do governo as entidades populares. Queria ter feito com que os movimento populares e sociais estivessem mais próximos da estrutura do governamental, mas não consegui. Penso que falta uma cultura de gestão doutrinária no país, conforme os programas dos partidos.

Também construimos escolas e estradas em um número jamais visto na história do Maranhão e, diga-se de passagem, com recursos próprios, pois não tínhamos ajuda do governo federal.

RELAÇÃO COM OS ALIADOS

O nosso governo foi fruto da composição que ganhou as eleições do segundo em 2006. Tivemos que formar o governo segundo essa configuração de forças políticas. É difícil conciliar interesses tão divergentes, mas fizemos o possível para não deixar os nossos aliados sem terem as suas demandas políticas atendidas. Veja só, essa curta experiência no governo, curta por causa do golpe, fez eu me deparar com coisas que antes não conhecia. Por exemplo, vi companheiros se eleger pelo partido, tendo apoio do partido, virar deputado e depois querer falar grosso, cobrar do governo isso e aquilo, quando poderia era apontar caminhos, cooperar etc. [Nesse momento me recusei a perguntar ao governador sobre queme ele estava se referindo. Deixo aos analistas mais atenciosos descobrirem a "charada"].

GOVERNO ROSEANA SARNEY

O governo ilegítimo da senhora Roseana Sarney Murad trás de volta o centralismo administrativo. Essa agressão contra os municípios é a prova de que ela não respeita e não gosta da municipalidade. Sequestrou os recursos que o meu governo conveniou os municípios numa clara demonstração de que deseja ter os prefeitos mendigando, que cheguem com o pires na mão aos seus pés.

Outra coisa, não adianta querer depositar culpa em ninguém ou dizer que quem manda no governo é esse ou aquele secretário, ou mesmo no vice-governador. A senhora Roseana Sarney Murad é responsável por tudo o que acontece no seu governo.

FRENTE DE LIBERTAÇÃO DO MARANHAO

Tenho posição bem clara quanto à reedição de Frente de Libertação. Defendo desde já a unidade das oposições em torno de um único nome para enfrentar a oligarquia Sarney. Temos as pesquisas que podem ajudar na escolha do nome mais adequado para esse processo. Não podemos esquecer da importância da eleição para o Senado, onde o Sarney é forte. Não estarei no encontro de Pinheiro,  por questões de saúde, mas reconheço a importâncias de movimentos dessa natureza.  O ex-governador José Reinado me ligou, mas estou dedicando o meu tempa a minha saúde.

2010

Minha prioridade nesse momento é a minha saúde. Trabalhava de doze a quinze horas por dia e pouco preocupava com a minha saúde. Minha família chegou exigir que eu deixasse a política de vez. Mas eles sabem que nessa altura a minha vida não pertence a mim nem a eles, mas ao povo do Maranhão. A Clay, meus filhos, todos conviveram no ambiente político. Meu filho, Igor, estudou em Cuba, minhas filhas sempre foram militantes sociais, então é difícil deixar a política assim, principalmente depois da violência que a democracia maranhense sofreu. Ainda não sei como me apresentarei ao povo maranhense em 2010, aliás, nem sei se serei candidato a alguma coisa. O povo é quem decidirá, e as pesquisas científicas devem ser levadas em conta no processo de escolha dos nomes.

LIDERANÇAS DE OPOSIÇÃO


José Reinaldo - Desempenhou um papel fundamental ao romper com o grupo Sarney e somar com as oposições. É nome que está à disposição da luta contra o grupo Sarney.

Edson Vidigal - Também rompeu o Sarney e veio unir-se às oposições. Foi um aliado fundamental para ganharmos as eleiçõões no segundo turno das eleições de 2006.

Domingos Dutra - O companheiro Dutra nos surpreende a cada dia. Foi um baluate na defesa do governo democrático, um lutador incansável em defesa da nossa democracia. Tem uma vida inteira dedicada às causas populares e dos mais humildes.

João Castelo - Um parceiro político que desfruta de grande reconhecimento por parte da população maranhense. Deverá, com a sua experiência administrativa, fazer uma boa gestão frente à cidade de São Luis. Politicamente terá grande peso nas lutas futuras.

Flávio Dino - Um político novo que vem da magistratura. Está no seu primeiro mandato, é jovem. Tem pouco tempo na política, faz um bom mandato de deputado federal.

Roberto Rocha - Um jovem talentoso, competente e conhecedor do Maranhão. Está credenciado a postos mais importantes da política do estado no futuro. Um grande companheiro.

Do blog de Robert Lobato

E O POVO EXCELÊNCIA? ORA, O POVO QUE SE EXPLODA!!!!

Alguns políticos de oposição ao governo Jackson Lago foram totalmente irresponsáveis, quando no uso de suas atribuições como parlamentares, subiam na tribuna da casa do povo para fazer “denuncias”.

 A irresponsabilidade tinha endereço certo, os pilares de qualquer governo: educação, saúde e segurança. Os reais motivos dessa implacável perseguição, lógico que era constranger o governo, e favorecer o grupo político derrotado nas eleições passadas, as desculpas tinham como pano de fundo “o povo do Maranhão”.

 Passado o episodio da cassação do governador, que aliás, já tinha sido previamente condenado pelos jornais do grupo Sarney, e as incansáveis sessões da oposição na AL. Que fazem pelo povo agora?

Há quase 50 dias sob “nova direção” no governo do Estado, os deputados que deixaram a Assembléia Legislativa, para assumirem secretarias estratégicas do “novo governo” nada fazem de tudo que cobravam do antigo governo para “O POVO”.

Na Saúde faltam remédios, as verbas deixadas pelo governo anterior para construção e aparelhamento de hospitais foram confiscados, e sabe-se lá como vão ser aplicadas agora, pois não querem mostrar transparência, nem mesmo para comprar remédios, e enquanto isso “o povo” padece sem remédios, hospitais e saúde…

Na Segurança não se vê mais as viaturas nos bairros da cidade fazendo rondas. Que aconteceu, faltou combustível?
Ontem estive num importante evento, o lançamento do São João na Praça Maria Aragão, e enquanto o bumba-boi troava, chegavam reclamações de assaltos. Acompanhei o caso de um homem que teve seu carro levado por assaltantes, o que se sabe é que o evento não recebeu destacamento policial necessário para o evento que movimentou bastante a cidade ontem. Apenas um camburão parado em frente ao Espaço Cultural, enquanto isso, os bandidos fazendo festa, na festa “do povo”.

A Educação? Descaso total com os professores que foram contratados desde março, e até agora estão sem receber seus salários. Quem diria o SIMPROESSEMA aquela galera vermelha que protestava dia e noite na porta do Palácio dos Leões, nada fez pelo “povo”. Como diria Justo Veríssimo, personagem criado pelo humorista Chico Anísio: o povo que se exploda!

José Sarney, o ‘cansado’; e Ciro Gomes, o ‘faltoso’

Vão abaixo duas notas veiculadas no ‘Radar’, seção escrita pelo jornalista Lauro Jardim, em “Veja”:

 
- “Sarney cansado: José Sarney voltou a falar aos mais próximos que está cansado e que em 2010, quando completar 80 anos, largará a presidência do Senado.

 

Há dois meses, quando explodiram as primeiras crises no Senado, Sarney deu esse alerta privadamente. Em público, no entanto, recuou”.

 

 

- “Cadê o Ciro? Cada vez mais distante da corrida presidencial, Ciro Gomes promete entrar em 2010 concorrendo com chances apenas na categoria deputado mais faltoso.

 Nos dois primeiros anos de mandato, não fez feio. Foi o 14º mais ausente em 2007, de um total de 513 deputados.

 Subiu para a quarta posição em 2008. Neste ano continua atrás de novas marcas. Em maio, por exemplo, passou três semanas nos EUA.

 Desde fevereiro, quando se iniciou o ano legislativo, já faltou a 37% das sessões deliberativas do ano na Câmara – ou seja, são aquelas sessões que se realizam às terças, quartas e quintas-feiras”.

 

Do Blog de Josias de Souza

Lobão diz que devolverá dinheiro se houver determinação do Senado

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse ontem que devolverá o dinheiro que recebeu do Senado como auxílio-moradia enquanto já estava no ministério se a Casa determinar. Matéria publicada na Folha de ontem mostrou que três ministros, entre eles Lobão, continuaram recebendo o benefício mesmo depois de se licenciar do Senado.

“Se o Senado mudou sua resolução que concede esses benefícios aos senadores, eu tenho que cumprir. O fato é que não recebo mais tem algum tempo e, se o Senado decidir que tem que ser devolvido, devolverei prontamente”, afirmou.  Lobão disse que a legislação permitia ao senador ou deputado licenciado continuasse recebendo o benefício e que, ainda assim, pediu para deixar de ganhar o auxílio-moradia em abril. “isso é absolutamente legal e tem sido prática corrente. Não se está cometendo nenhuma irregularidade”, concluiu.

(Folha Online)

Três ministros recebiam auxílio-moradia ilegalmente; eles dizem que nada sabiam

IGUAL A SARNEY

Edison Lobão, Alfredo Nascimento e Hélio Costa receberam ao todo R$ 345.800 mesmo tendo assumido cargos no Executivo

A tentativa de regularizar o pagamento de auxílio-moradia no Senado – depois da revelação de que o presidente da Casa, José Sarney (PMDB), recebia ilegalmente o benefício – colocou em situação ilegal três ministros. Mesmo depois de terem trocado o Senado pela Esplanada, Edison Lobão (Minas e Energia), Alfredo Nascimento (Transportes) e Hélio Costa (Comunicações) continuaram recebendo o auxílio-moradia, o que é proibido.

Até este mês, os três ministros receberam um total de R$ 345.800. A direção do Senado mandou suspender os pagamentos a partir deste mês e estuda pedir o dinheiro de volta. Desde 2005 como ministro, Hélio Costa recebeu irregularmente R$ 178.600 de auxílio-moradia; Alfredo Nascimento, R$ 110.200, e Lobão, R$ 57.000. Lobão pediu a suspensão do pagamento em abril deste ano, segundo sua assessoria, após ter dúvidas sobre se poderia ou não receber o benefício.

Os três ministros informaram que não sabiam da ilegalidade nos pagamentos e avisam que devolverão o dinheiro se houver uma decisão do Senado neste sentido. O ato que regulamenta o auxílio-moradia foi revalidado na semana passada, após a Folha de S. Paulo revelar que o mesmo havia sido revogado em dezembro de 2002. Para evitar que todos os senadores tivessem que devolver o dinheiro recebido no período sem regra, o Senado revalidou o ato com efeito retroativo a 5 de dezembro de 2002.

Foto: Folha Imagem

Costa, Lobão e Nascimento: igual a José Sarney

Ministro sem direito – O texto do Senado, porém, afirma que “perderá o direito ao recebimento do auxílio-moradia” o senador quando “se licenciar para exercer cargo de ministro de Estado”.

Como ministros, os senadores poderiam optar por receber auxílio-moradia do Executivo. O valor, no entanto, é mais baixo. Enquanto o governo federal paga R$ 2.687,10, no Senado são R$ 3.800,00.

Além disso, no Executivo é preciso apresentar nota para comprovar a despesa com moradia, o que não era exigido pelo Senado até este mês.

Os salários de Lobão, Nascimento e Costa também são pagos pelo Senado, mas, neste caso, a Constituição permite que eles façam a opção pelo maior valor. O Senado paga R$ 16,5 mil por mês, enquanto o Poder Executivo paga R$ 10,7 mil. O terceiro-secretário do Senado, Mão Santa (PMDB-PI), disse que “as irregularidades serão sanadas, no sentido de corrigir possíveis distorções quanto à legalidade do ato”.

O advogado-geral do Senado, Luiz Fernando Bandeira, disse que os pagamentos serão suspensos a partir deste mês e que os anteriores serão analisados “à luz do novo ato”, que proíbe o pagamento aos ministros.

Outro lado – O ministro Edison Lobão afirmou que em abril pediu para não receber mais o auxílio porque ficou em dúvida sobre a legalidade do pagamento. E que devolverá o dinheiro se esse for o entendimento.

O ministro Hélio Costa afirmou que quando assumiu a pasta o Senado lhe deu a opção de continuar recebendo o auxílio-moradia. Afirmou, porém, que vai acatar qualquer decisão da direção da Casa, mesmo que seja para devolver o dinheiro.

Já o ministro Alfredo Nascimento declarou que “tão logo seja informado oficialmente pelo Senado sobre o assunto, examinará a necessidade e a qualidade das medidas a serem tomadas”.

(Andreza Matais e Adriano Ceolin, da Folha de S. Paulo)

Lobão diz que devolverá dinheiro se houver determinação do Senado

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse ontem que devolverá o dinheiro que recebeu do Senado como auxílio-moradia enquanto já estava no ministério se a Casa determinar. Matéria publicada na Folha de ontem mostrou que três ministros, entre eles Lobão, continuaram recebendo o benefício mesmo depois de se licenciar do Senado.

“Se o Senado mudou sua resolução que concede esses benefícios aos senadores, eu tenho que cumprir. O fato é que não recebo mais tem algum tempo e, se o Senado decidir que tem que ser devolvido, devolverei prontamente”, afirmou.  Lobão disse que a legislação permitia ao senador ou deputado licenciado continuasse recebendo o benefício e que, ainda assim, pediu para deixar de ganhar o auxílio-moradia em abril. “isso é absolutamente legal e tem sido prática corrente. Não se está cometendo nenhuma irregularidade”, concluiu.

(Folha Online)

SEM  ÓDIO  E  SEM  MEDO

 Aderson  Lago      

É uma prática, usual dos espertos ladrões de rua, fugirem de suas vítimas gritando pega ladrão.  Desvia a atenção daqueles que eventualmente poderiam ajudar a prendê-los, mas ignoravam o delito que havia sido cometido. O estratagema é usado à exaustão pelos que tomaram de assalto o Governo do Estado. A quadrilha que se instalou no Poder e se organiza para descontar o atrasado”, procura, desde já, desviar a atenção da população para os ilícitos que planeja cometer.
Usam e abusam dos meios de comunicação que controlam para vender” aos incautos escândalos” imaginários (engendrados por suas mentes doentias) supostamente protagonizados pelos que legitimados pela maioria soberana da vontade popular exerciam o Poder.
Imaginam eles, que o povo não tem memória. Apostam que o tempo se encarregou de apagar a lembrança da tristemente famosa estrada Paulo Ramos-Arame.
Foram 33 milhões de dólares pagos pela governadora Roseana Sarney à E I T e à PLANOR (do seu irmão Fernando) por uma estrada que nunca foi feita. E o prejuízo de 333 milhões de reais do BEM (Banco do Estado), sucateado ao longo do governo Roseana e vendido ao BRADESCO por 72 milhões? Tão lamentável quanto a perda do BEM, foi a venda, a preço de banana, da quase falida CEMAR. Dois patrimônios dos maranhenses que se foram e não voltarão jamais.
Ainda hoje esperamos uma explicação honesta para saber de onde saíram e onde foram parar as 26.800 oncinhas” (R$1.340.000,00) apreendidas pela Polícia Federal na sede da LUNUS, empresa, cuja acionista majoritária é a governadora Roseana Sarney com 82% do capital social. Porém, nada é mais revoltante que a despudorada grilagem do Convento das Mercês pelo senador amapaense José Sarney. Sua restauração custou, aos cofres do Estado, US$9.500.000 (dólares). Não é justo, não é honesto, que hoje integre o patrimônio da família, escondido sob o manto roto da Fundação José Sarney. Foi ainda nessa relíquia do patrimônio arquitetônico, que é o Convento das Mercês, que hospedou-se a Mostra dos 500 anos do descobrimento do Brasil. A peso de ouro. Foram 600 mil reais pagos pela governadora Roseana Sarney à Fundação do seu pai. A Mostra, em si, custou mais de R$4.000.000,00 pagos à Brasil Conecta do padrinho de casamento Edemar Cid Ferreira (leia-se, Banco de Santos). Edemar é também o titular do cartão de crédito internacional sem limites de gastos, do qual a Sra. Roseana Sarney foi “dependente” por longos anos. Foi ainda o “bondoso” Edemar que salvou os 2 milhões de Sarney antes da intervenção no Banco de Santos.
O que há de comum entre o Hospital do Ipem e a Mansão dos Sarney no Calhau? São gêmeos univitelinos. Foram gerados pelo mesmo empreiteiro e pagos pela mesma fonte. Exemplo perfeito da simbiose entre o público e o privado.
Alguém se lembra do Buraco da Ivesa? Edital, licitação, homologação do resultado, empenho, ordem de serviço, execução da obra, recebimento dos serviços, liquidação da despesa e pagamento, tudo isso, acredite, em um só dia. Se estiver duvidando, pergunte ao Ricardo Murad. Aliás, quando se trata de ilícitos ele é catedrático. Não é a toa que ele responde, já como réu, a dois processos: um por improbidade administrativa, outro por formação de quadrilha. Ambos, consequência de sua passagem pela Gerência Metropolitana. Certamente o currículo será enriquecido após o período à frente da Secretaria de Saúde.
Bem, quando se trata de falcatruas, sobre o Grupo Sarney daria para escrever uma enciclopédia. Mas, quando falam em inquérito policial e Polícia Federal logo vem a lembrança o famoso Bar Opção (na Rua do Egito,) e a querida e “empoada” Suely - “Suca”, na intimidade da Poderosa Família. Mas deixa isso pra lá. São coisas da Nova República.
Novidade mesmo só a prática inaugurada pelo trêfego e saltitante Procurador Geral do Estado e prontamente adotada (ou teria sido encomendada?) pelos Secretários de Saúde e de Educação. Trata-se de delegação de competência para os Secretários Adjuntos ordenarem, liquidarem e pagarem despesas, assumindo assim a responsabilidade que deveria ser dos titulares. Precavidos esses Secretários, hein? O que será que estão tramando?
Agora, obsessão doentia é essa de confiscar o dinheiro dos convênios com os municípios. A iniciativa é do “dono” do governo, Ricardo Murad, prontamente encampada pela Governadora que não tem autoridade (dizem alguns do próprio governo), para contrariar o outrora desaforado e desbocado cunhado.
O pior de tudo é a insensibilidade para com o sofrimento do nosso povo. Nunca, em tempo algum, fomos tão castigados pela natureza quanto agora. Rodovias federais cortadas, chuvas intermitentes, cidades submersas, rios cheios, milhares de desabrigados. Até o Rio Itapecuru, surpreendentemente, subiu além da conta. É como diz o povão: “ela” chegou “carregada”. “Carregada” de azar, de revanchismo, de ódio. Só isso explica o achincalhe diário, as insinuações maldosas, a provocação rasteira e o terrorismo moral e político de que se utilizam para tentar legitimar um governo ilegal e ilegítimo. Nada disso nos amedronta. Nesse enfrentamento não se pode dar a outra face. Será sempre olho por olho, dente por dente.
Esse é o espírito da RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA.Vamos lá. A luta continua.

Escuta essa! - As desculpas, a cachaça ... "Alô, Presidente"

 

Dick “Lula” Vigarista

 O presidente Luiz Inácio Lula da SIlva disse nesta sexta-feira (29), na comunidade de Manguinhos, na zona norte do Rio, que o país pode ser “diferente” se a população aprender a “não eleger mais vigaristas”.

“Estamos mostrando que esse país pode ser diferente se a gente aprender a não eleger mais vigaristas. Se a gente aprender a eleger pessoas que tenham compromisso com o povo, que não tenham medo de pegar na mão de um doente, de abraçar um pobre, de abraçar um negro”, disse Lula, que visitou obras do

PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no subúrbio do Rio. Foi a forma que o iluminatti encontrou de dizer que não apoia o terceiro mandato?

Senador com imóvel em Brasília recebe auxílio moradia

Auxílio-óleo-de-peróba

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), admitiu na manhã desta quinta-feira que recebia auxílio-moradia, apesar de ter residência própria em Brasília. Sarney pediu desculpas por ter informado equivocadamente que não recebia o auxílio-moradia. Ele afirmou desconhecer o benefício e nunca tê-lo solicitado.

- Peço desculpas pela informação errada que dei. Eu nunca pedi auxílio-moradia e, por um equívoco, a partir de 2008, segundo me informaram, realmente estavam depositando na minha conta auxílio-moradia. Mas eu já mandei dizer que retirassem, porque eu nunca requeri isso e tinha a impressão de que não estava recebendo esse auxilio. Portanto, dei uma informação errada e peço desculpas - disse Sarney, ao chegar ao Congresso.

Auxílio-Cara-de-Pau nele!

Do blog pérolas políticas

SENHOR FEUDAL - JOSÉ SARNEY 'ESCONDEU' DA JUSTIÇA CASTELO EM PORTUGAL

Quinta dos Lagos foi comprada no final de sua presidência, por meio de uma ‘offshore’ com sede num ‘paraíso fiscal’

Castelo, em estilo que lembra o período medieval, teria sido do presidente do Senado por pelo menos quatro anos

POR OSWALDO VIVIANI
De Sintra, Portugal

Chamado pela revista inglesa "The Economist", em fevereiro passado, de representante do semifeudalismo na política brasileira, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), adquiriu, no final de sua Presidência, em 1990, um castelo em estilo que lembra o período medieval, na cidade de Sintra, em Portugal (a 20 km de Lisboa). Trata-se da Quinta dos Lagos - imóvel de 23.400 metros quadrados de área total, avaliado atualmente em R$ 30 milhões (10 milhões de euros), sem contar o valor histórico -, que teria pertencido a Sarney por pelo menos 5 anos. A propriedade nunca foi declarada à Justiça Eleitoral nem à Receita brasileira.

De acordo com uma reportagem investigativa publicada na ocasião pela revista portuguesa "Olá", Sarney comprou a Quinta dos Lagos por meio da Almonde Securities S.A., uma offshore com sede no Panamá, mas que tem os fundos geridos na Suíça. Os dois países - Panamá e Suíça - são "paraísos fiscais" (locais que gente endinheirada busca para abrir empresas quando pretende driblar o Fisco).

A reportagem do Jornal Pequeno esteve em Sintra e Lisboa, de 14 a 22 de abril, e teve acesso, embora restrito, ao registro da transação imobiliária na 1ª e na 2ª Conservatórias (Cartórios) de Registro Predial de Sintra. A Quinta dos Lagos teria sido comprada por José Sarney/Almonde de representantes legais de uma certa família Sibourg.

Não foi possível localizar nos dois cartórios de Sintra a data em que Sarney se desfez do imóvel. O JP apurou, no entanto, que o castelo segue em nome de alguém ligado à Almonde Securities, cujos endereço e telefone em Sintra são da Quinta dos Lagos. Vizinhos e comerciantes antigos, instalados nos arredores do castelo, garantiram ao JP que pelo menos até 1993 "uns brasileiros da família de um ex-presidente da República" passavam parte do verão europeu na Quinta dos Lagos.      

Assunto tabu - O "caso do castelo" é um assunto tabu para o senador José Sarney, que sempre evitou, de todas as formas, comentá-lo. O JP encaminhou ao assessor da Presidência do Senado, Chico Mendonça, dois e-mails com várias perguntas a Sarney, além de ter feito com o assessor dois contatos telefônicos.

Na única e ligeira resposta dirigida ao JP, Mendonça afirmou apenas, num e-mail, que "a informação não é verdadeira" e que "quando surgiu pela primeira vez, à época do governo Sarney, foi cabalmente desmentida". O assessor não informou ao JP os termos desse desmentido "cabal" e, certamente por orientação do senador Sarney, fez um pedido estranho, no final do e-mail: "A declaração deve ser atribuída a mim".

Reportagem investigativa - A compra da Quinta dos Lagos e a ligação da Almonde Securities com José Sarney foram divulgadas pela primeira vez numa reportagem de autoria da jornalista Maria do Rosário Lopes, publicada, pouco tempo depois da aquisição do castelo, pela revista portuguesa "Olá", um suplemento do jornal "Semanário". O JP teve acesso à publicação na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa.

A matéria é intitulada - como o romance policial de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão - "O mistério da estrada de Sintra". Nela, a repórter Maria do Rosário informa que o procurador da Almonde Securities em Portugal, na época, Carlos Aguiar, embora não tenha negado a compra da Quinta dos Lagos por José Sarney, "recusou-se a prestar maiores esclarecimentos".

A aquisição do castelo por Sarney - concretizada quando ele ainda era presidente da República - foi confirmada à repórter Maria do Rosário pela vizinhança da propriedade e por uma caseira, identificada como Maria José. Esta afirmou à jornalista que o negócio envolveu "uns brasileiros, gente importante, parece que era o Sarney".

Além da reportagem da revista "Olá", o blog http://riodasmacas.blogspot.com, que descreve lugares e curiosidades de Sintra, posta há bastante tempo a informação de que José Sarney foi um dos donos da Quinta dos Lagos (buscar no google "quinta dos lagos rio das maçãs"). "Comprada [depois da morte do primeiro dono, Fernando Formigal de Morais] por um tal senhor Andersen, cônsul geral da Dinamarca, a quinta [dos Lagos] também teve como proprietários a família Sibourg e o ex-presidente do Brasil José Sarney", diz o blog.

O que se pergunta é: se Sarney já negou "cabalmente" ter sido algum dia dono do castelo, por que não exigiu até hoje que a informação fosse excluída do blog? Isso para ele não representaria nenhuma dificuldade, pois já conseguiu até que a Justiça retirasse um blog do ar, no Amapá (http://alcinea-cavalcante.blogspot.com).   

Cercas elétricas e cão - Para checar as informações difundidas pela revista "Olá" e pelo site "Rio das Maçãs", a reportagem do JP esteve, no dia 16 de abril, na Quinta dos Lagos, que se estende pela rua Francisco dos Santos, mas cujo portão principal fica no largo Fernando Formigal de Morais, 9. O nome do largo é uma homenagem ao primeiro proprietário do castelo (saiba mais na página 6).

O lugar é todo rodeado por muros altíssimos, onde estão instaladas cercas elétricas. Um grande cão preto também vigia o castelo.

A reportagem tocou o interfone instalado ao lado de um pequeno portão que dá acesso ao castelo pela rua Francisco dos Santos. Um empregado atendeu, porém não permitiu o acesso à área interna. Ele não quis se identificar, mas admitiu que José Sarney foi dono da Quinta dos Lagos, garantindo que atualmente não era mais. Perguntado sobre quem era o atual proprietário, respondeu com um seco e desconfiado "Não te interessa", fechando o portão na cara do repórter.

Um dia depois, numa consulta à lista telefônica portuguesa, a reportagem do JP descobriu que o número do telefone da offshore Almonde Securities em Portugal era de Sintra: 219 231 589.

Ao ligar para esse número, outra surpresa: atendeu uma funcionária da Quinta dos Lagos, que se identificou como Armandina Fernandes e confirmou que o ex-presidente José Sarney foi um dos proprietários do castelo. Depois, passou o telefone para o empregado com o qual a reportagem havia conversado um dia antes. Ele recusou-se a prestar novas informações e pediu que o repórter não insistisse.

Confirmou-se, assim, que a Almonde Securities S.A. não tem sede, nem escritório, nem funcionários em Portugal. Seu telefone e endereço atuais são da própria Quinta dos Lagos.

Mulheres e 'miúdos' - Em Sintra, é notório que José Sarney foi dono da Quinta dos Lagos. Um morador e dois comerciantes da Estefânia de Sintra, onde se localiza o castelo, afirmaram ao JP que no início dos anos 90 "uns brasileiros da família de um ex-presidente da República" eram vistos nas épocas do verão europeu (junho a agosto) entrando e saindo de carro na propriedade e frequentando o comércio local.

Os três entrevistados - cujos nomes a reportagem prefere preservar - disseram que conheceram "algumas mulheres e os 'miúdos' [crianças]", mas não se lembram de alguma vez terem visto o próprio José Sarney na propriedade.

No entanto, coincidência ou não, o atual presidente do Senado era figurinha fácil em terras portuguesas entre 1990 e 1993. Jornais e revistas da época registraram várias dessas visitas à nossa ex-metrópole ultramar. Nessas ocasiões, Sarney nunca deixava de se encontrar com seu amigo Mário Soares, do Partido Socialista, então presidente da República portuguesa. A dupla jantava quase sempre no luxuoso restaurante lisboeta Gambrinus, na rua das Portas de Santo Antão, perto da bela praça do Rossio.

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NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO!!!

Os policiais militares que chegaram a sonhar com um aumento de 12% em seus vencimentos, enviado para a AL, pelo governo deposto, agora têm que se contentar com apenas 5% concedido pela governadora empossada Roseana Sarney.

O incrível nessa história é que não apareceu nenhum oficial da corporação para peitar o secretário de segurança e nem tampouco ameaçar com o aquartelamento, como faziam sistematicamente no governo anterior.

Durante os dois anos do governo Jackson Lago, ninguém foi mais presssionada que a secretária de segurança Eurídice Vidigal e o Comandante-Geral da Polícia Militar, coronel Francisco Melo, que era tido pela tropa como verdadeiro carrasco, sobretudo após a criação do Patrulha nos Bairros, que em trinta dias do novo governo já foi quase totalmente extinto, embora tenha sido muito bem aceito pela população que já sente sua falta.

O deputado Raimundo Cutrim, atual secretário, que da tribuna da Assembleia Legislativa criticava duramente e dizia que com ele tudo seria diferente, que a população poderia dormir com as portas de suas casas abertas que nada lhes aconteceria, até agora não disse a que veio, a violência e acriminalidade não diminuiram e o contigente policial nas ruas hoje é até menor que na gestão anterior.

É como diz o adágio popular: Pimenta nos olhos dos outros é refresco!

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 DUDU NOBRE - É Preciso Muito Amor
 

Essa musica quem escreveu foi zé oligarca, ela chora e diz que vai embora, pra ela parar de chora deu o brinquedo dela de volta ( o Estado do Maranhão)

 

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